“Termos Carnaval este ano é uma lufada de ar fresco, pois estamos todo o ano à espera deste grande momento”, apontou a presidente da Escola de Samba Gres A Rainha, Sónia Sargento.

Em declarações à agência Lusa, a responsável daquela escola de samba disse acreditar que a pandemia “já está um bocadinho mais controlada”, estando tudo “mais ou menos pronto” para terem a desfilar cerca de 135 pessoas, “com idades desde os 4 até aos 60 e muitos anos”.

Já para o presidente da Escola de Samba Unidos do Mato Grosso, José Alberto, o regresso dos festejos de Carnaval “é uma grande alegria para todos”.

“É uma festa para nós e estamos a precisar. Penso que conseguiremos fazer o desfile em segurança, pois estão reunidas todas as condições para seguirmos todas as regras da Direção Geral da Saúde”, acrescentou.

Esta escola de samba terá a desfilar 100 a 120 pessoas, dos 3 aos 70 anos.

“Estamos a contar que venham pessoas de vários pontos do país, visto que outros carnavais foram cancelados. Irão desfilar por esta escola de samba umas 20 a 25 pessoas de outras escolas, porque querem divertir-se e nós acolhemo-las”, informou.

O presidente da Escola de Samba Gres Novo Império, José Gouveia, também destacou a “alegria de voltar a desfilar, toda uma comunidade que gosta muito de samba e vive para isso”.

“Para além desta alegria, convém lembrar que todas as escolas de samba, da Figueira da Foz e do resto do país, são coletividades que vivem dos seus próprios rendimentos e associados. Isto é uma maneira de o associativismo ir para a frente, de não o matarem”, sustentou.

Desta escola de samba desfilarão cerca de 125 pessoas, dos 6 aos 70 anos, "com todos os cuidados”, prometeu.

À Lusa, o presidente da Associação de Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz, Adelino Vaz, contou que a decisão de manter os festejos de Carnaval “não foi tomada de ânimo leve”, tendo sido acompanhada com a devida atenção a situação pandémica que o país ainda atravessa.

“Nos últimos meses estivemos muito atentos à situação do país em geral e, em consonância com a Câmara da Figueira da Foz, decidimos tomar decisão de manter a saída do Carnaval”, esclareceu.

Adelino Vaz destacou que, à semelhança de outro tipo de eventos que ocorrem pelo país, também estarão “sujeitos às regras da DGS” e, apesar de não haver festejos de Carnaval noutras cidades, “não são esperados mais visitantes do que o habitual”.

“O recinto tem lotação para 10 mil pessoas e não é costume encher. Mesmo não havendo Carnaval noutros sítios do país, não estou a prever que haja grande enchente na Figueira da Foz, até porque as pessoas ainda continuam com receio de sair à rua”, concluiu.

O Município da Figueira da Foz confirmou na terça-feira a realização dos festejos de Carnaval, cumprindo as normas da Direção-Geral da Saúde (DGS) que vigoram para outros espetáculos.

“Naturalmente, as mesmas cautelas que vigoram para os outros espetáculos, serão observadas por quem quiser entrar no recinto do desfile do Carnaval”, apontou o comunicado da autarquia liderada pelo independente Pedro Santana Lopes, eleito pelo movimento Figueira a Primeira.

Os corsos carnavalescos, que estão a ser preparados pelas três escolas de samba da cidade, realizam-se no domingo, 27 de fevereiro, e no Dia de Entrudo, a 01 de março.

Está ainda previsto, para o dia 26 de fevereiro, um sábado, o Desfile Noturno das Escolas de Samba.

O Carnaval da Figueira da Foz representa um investimento de cerca de 120 mil euros.

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