Os investigadores afirmaram à agência Lusa que o trilho, com cerca de três centenas de pegadas, é "um dos maiores a nível mundial" e "o maior" em Portugal.

"Estas pegadas não eram conhecidas na Lourinhã e existiam apenas duas no concelho de Sesimbra", acrescentaram.

O estudo destas pegadas, com 152 milhões de anos, do período do Jurássico Superior, de que datam fósseis de grande parte dos dinossauros descobertos na Lourinhã, vem também trazer novos dados à ciência.

Por um lado, os paleontólogos desconheciam até agora se os pterossauros, répteis voadores, se movimentavam com duas ou quatro patas.

Simon Kongshøj Callesen, da Universidade do Sul da Dinamarca, e Octávio Mateus, da Universidade Nova de Lisboa, concluíram que estas pegadas "mostram claramente um movimento quadrúpede".

Por outro lado, as pegadas destes animais são "muito raras e as que se conhecem são pertencentes a pterossauros de menor porte".

Já as da Lourinhã, "mostram a existência de pterossauros de grande porte que se desconhecia existirem no Jurássico Superior".

A jazida foi encontrada em 2010 nas arribas da praia da Peralta por Octávio Mateus e veio a ser estudada em conjunto pelo dinamarquês Simon Kongshøj Callesen.

O estudante da Universidade do Sul da Dinamarca defendeu, no final de outubro, a tese de mestrado "Novos Traços de Pterossauros do Jurássico Superior da Praia da Peralta", orientada por Octávio Mateus e Donald Eugene Canfield.

Veja também: Portugal tem o maior trilho de pegadas de dinossauros do mundo e Lourinhã: Parque dos dinossauros abre em 2018

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Viagens. Semanalmente. No seu email.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.