Já há alguns anos que, durante o verão, nos chegam notícias de turistas que ficaram feridos ou morreram a saltar de varandas para piscinas durante as férias. A prática chama-se "balconing" e tem acontecido com frequências nas ilhas espanholas de Maiorca e Ibiza.

Na maioria dos casos, os saltos são feitos por jovens de férias em resorts que estão sob o efeito de álcool e/ou de drogas.

Em 2010, o ano em que se começou a registar o fenómeno, seis pessoas morreram e 11 ficaram feridas de depois de saltar de varandas para piscinas. Face às notícias trágicas e ao apelo das autoridades espanholas, o "balconing" parecia ter diminuído mas este verão estão a registar-se mais casos. Até à data, aconteceram três mortes resultantes dos saltos. E mais três jovens morreram, desde o início do ano, ao cair de alturas altas em hotéis em Maiorca, indica o La Vanguardia.

"É um problema sério. Estamos a ver mais casos este ano do que no ano passado", declarou uma fonte do turismo das Ilhas Baleares ao Irish Times.

Face à situação, as autoridades espanholas resolveram traçar um perfil de quem são estes turistas que levam a adrenalina ao extremo, arriscando a própria vida.

De acordo com site Culture Trip, maioria dos envolvidos nos acidentes são homens (97%). Os turistas britânicos são os que mais fazem "balconing", seguidos dos alemães e espanhóis. A média de idades é de 24 anos.

Aquilo que é visto como um ritual de iniciação ou coragem, é também um ato de exibicionismo, já que muitos saltos são filmados e partilhados nas redes sociais.

Para tentar travar o "balconing",  as autoridades de Maiorca estão a multar os jovens apanhados a saltar ou a tentar saltar de varandas. As multas podem ir dos 600 aos 1.500 euros.

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