Bilhete-postal enviado por Manuela Barbosa

Visitamos os lugares mais emblemáticos da cidade, do Louvre, à Torre Eiffel passando pela Sacré Coeure.

É difícil dizer, verbalizar como começa uma história de amor mas eu sinto que foi no passeio de barco pelo Sena, senti que estava num filme, era tudo mesmo como nos filmes, o ambiente, a paisagem, tudo tão bonito e por coincidência ou destino (como lhe queiram chamar), era ele que ia sentado ao meu lado no barco.

Sentia-me alheada de tudo como se estivéssemos só nós os dois naquele barco, naquele rio, naquela cidade, Paris foi só nossa por instantes sem nunca verbalizarmos uma única palavra, demos a mão, como se de um compromisso se tratasse, apertamos com mais força e sorrimos, as palavras não foram necessárias, tudo nasceu a partir daí...

Digo sempre que me apaixonei em Paris. E é verdade!

Depois do passeio no Sena ao fim da tarde, lembro-me de passearmos pela zona da Torre Eiffel, de vermos imensos chineses e turistas, que a cidade do amor atrai, das dezenas de senhores a vender mini Torres Eiffel, estava uma senhora com os seus 70 anos que falava um francês mesmo "macarrónico", começou a falar para nós muito alto, lembro-me que na altura fiquei assustada.

Ali, do nada uma senhora aos berros connosco eu sem entender nada, até que a professora que nos acompanhava foi à nossa beira saber o que se estava a passar e começou a tentar traduzir o que ia apanhando do discurso da senhora.

De repente ela pega na nossa mão e percebo que de previsões se tratava, como se nos estivesse a ler a sina. A minha professora disse: "ela disse que foi o destino, que era o destino e que independentemente de tudo de mal que possa acontecer, vocês vão casar em Paris e que a cidade vos uniu".

Agradecemos e juntamo-nos ao resto do grupo rimos muito da situação e é aquela história que contamos sempre, que a "vidente de Paris" tinha razão, não sei se vamos casar, muito menos se será em Paris, mas é como se por ela tivéssemos sido abençoados.

Aquela senhora que nunca mais vamos ver na vida teve o timming certo e aquelas palavras vão-nos marcar para sempre, tal como a cidade, e em especial aquela viagem.

Infelizmente ainda não tivemos hipótese de lá voltar, quem sabe até encontrar aquela senhora... Independente de tudo sei que Paris vai ser sempre um bocadinho nossa!

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