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Dia 1

Coimbra desenvolve-se na encosta que olha o rio Mondego, sendo o seu elemento principal e imperdível o complexo da Universidade de Coimbra – Património Mundial da UNESCO. Mas esta cidade que já foi capital de Portugal tem muito mais para ver. Calcem as vossas sapatilhas mais confortáveis e preparem-se para andar bastante durante este dia.
Para descansar
  • Miradouro do Penedo da Saudade
    Que melhor local para se começar uma visita do que com uma vista ampla sobre a cidade e a Serra da Lousã? Aparentando (erradamente) um cemitério para os olhos mais distraídos, este jardim alojado na colina ostenta dezenas de placas em pedra que relembram lápides mas que, no fundo, são a homenagem solene de vários cursos académicos, de vários anos, que por Coimbra passaram.
  • Seminário Maior da Sagrada Família
    Este seminário (1748) foi mandado construir por D. Miguel da Anunciação; o projeto, de traço e gosto italiano, é da autoria do arquiteto italiano Giovani Tamossi que, após a sua trágica morte provocada pela queda de um andaime ao colocar os sinos numa das torres, viria a ser substituído pelo cenógrafo e pintor Giacomo Azzolini que com ele viera de Itália. É dotado de um jardim com uma nave central e, numa das laterais do edifício, podem encontrar um baloiço de madeira com vista para a cidade.
  • Jardim Botânico de Coimbra
    Criado em 1772 pelo Marquês de Pombal, contam-se entre outros pontos de interesse a Estufa Grande, a Mata, o Fontanário e uma capela. De entrada gratuita, é também ele considerado Património Mundial da Humanidade da UNESCO. A entrada principal do Jardim Botânico é marcada por um dos 21 arcos que compõem o Aqueduto de S. Sebastião (ou, mais simplesmente, Arcos do Jardim), datado do séc. XVI e criado para levar água até à colina onde se localizava o Convento de Santa Clara. Do lado contrário da rua, no número 33, encontramos a primeira República do dia – a República Real Ay-ó-Linda (1949). Para quem tiver mais tempo, o Jardim Botânico merece uma visita mais demorada.
  • Universidade de Coimbra

    Nenhuma visita fica completa sem conhecer o complexo da Universidade de Coimbra, ponto nevrálgico da vida estudantil nacional.

    A Rua Larga homenageia o seu fundador, D. Dinis, que recebe do alto quem sobe as Escadas Monumentais. São 125 os degraus construídos durante o Estado Novo. Estas escadas são ainda hoje em dia usadas nas praxes académicas.

    Atravessamos a Praça e seguimos para a Rua Larga (ou Alameda das Faculdades), passando pelos robustos edifícios da Faculdade de Matemática, de Letras ou de Medicina.

    A grande Porta Férrea (1634) marca a entrada do núcleo histórico da Faculdade de Direito, ladeada por duas colunas coríntias e adornada no chão com um grande painel de pedras da calçada que representa a Sapiência. Como podemos ler logo na entrada, a Universidade foi fundada em 1290 tornando-se assim a mais antiga de Portugal e uma das mais antigas da Europa. Património Mundial pela UNESCO desde 2013, integra 31 edifícios ligados às escolas de Medicina, Letras e Direito, entre outros.

    O Paço das Escolas é ponto de ligação de vários elementos de renome: o Paço Real, a Capela de São Miguel, a Biblioteca Joanina, a Sala dos Capelos, a Torre da Universidade, Museu da Ciência, a Galeria de Física e a Galeria de História Natural. Aqui defendem-se teses e elegem-se reitores.

    Todas estas estruturas são acessíveis por 12 euros e visitáveis das 9h às 17h.

    A Torre da Universidade destaca-se pela imponência, marcando o relógio as horas para que ninguém em lugar algum se atrase para as aulas.

    A Capela de S. Miguel (lançada no séc.XI e de atual traço manuelino), azulejos do séc. XVII e um órgão de 2 mil tubos, convida ainda a apanhar um pouco de sol nas suas escadas.

    A Biblioteca Joanina (1717, em honra de D. João V) é o seu ex-libris: de estilo barroco com madeira trabalhada e estantes forradas a folha de ouro, é considerada uma das mais ricas bibliotecas europeias ostentando cerca de 60 mil livros dos séc. XVI a XVIII.

  • Largo de São Salvador
    O nosso roteiro por Coimbra prossegue pelo Largo de São Salvador, onde encontramos outras duas Repúblicas. Numa casa “ricamente decorada” por objetos e memórias dos estudantes, situa-se no primeiro andar a República das Marias do Loureiro, feminista, anti-hierárquica e anti-praxe. No andar de cima, a República Baco só aceita homens. Este é um bom largo para sentar, tomar um café e petiscar qualquer coisa enquanto se sente o pulsar estudantil.
  • Museu Machado de Castro
    Se olharem com atenção, o Museu Machado de Castro tem um avançado em vidro que olha a ruela, e é para ai que nos dirigimos de seguida. Este museu tem exposições permanentes e temporárias na área das Belas Artes (arqueologia, escultura, pintura e artes decorativas), e os seus arcos fazem o enquadramento perfeito para mais uma fotografia. Aqui, há outra esplanada bastante convidativa com vista para o Mondego.
  • Igreja da Sé Nova de Coimbra
    Bem pertinho, e ainda antes de descermos para a Baixa, passamos na Igreja da Sé Nova de Coimbra. A imponente fachada é de estilo maneirista, e o interior no tradicional traço barroco destacado no belíssimo altar e tectos em abóbada que merecem sem dúvida a visita. É também aqui que anualmente acontece a Benção das Pastas.
  • Baixa de Coimbra

    Começarmos então a caminhar em direção à Baixa, começando pelo Largo da Portagem. Esta é a principal praça da cidade, com várias esplanadas e restaurantes, e é aqui que podemos encontrar o mítico Hotel Astória (1926).

    Seguindo pela Rua Ferreira Borges, apercebemo-nos do vibrante comércio de rua à medida que vamos passando pelos diversos estabelecimentos. Entre os vários edifícios destaca-se a Art Nouveau do Museu da Cidade de Coimbra, com entrançado em ferro avermelhado, e o Café Santa Cruz (um dos mais antigos da cidade e com uma estrutura que vale a pena espreitar), já em plena Praça 8 de Maio. Ao lado, na Igreja de Santa Cruz (1131), localiza-se o túmulo de D. Afonso Henriques e de D.Sancho I.

    Paremos um pouco para experimentar alguns dos doces típicos de Coimbra, como as Arrufadas, os Pastéis de Santa Clara ou o Pudim das Clarissas – todos eleitos finalistas distritais da competição “7 Maravilhas Doces de Portugal”.

    Ainda percorrendo a Rua Ferreira Borges, é numa perpendicular que se situa o Arco e Torre de Almedina, a antiga porta da cidade muralhada (“Medina“) nos tempos medievais. A Torre de Almedina, que em tempos serviu de torre de vigia, foi também por várias vezes sede dos trabalhos do município. Adjacente a ela, uma segunda cintura da muralha (Barbacã) teve de ser construída para reforçar a defesa.

    Deparámo-nos com as Escadas Quebra-Costas que, tal com o nome indicam, são mais apropriadas para subir do que para descer, tal é a frequência de quedas que aqui acontecem. Neste Largo onde tudo acontece, o Fado é homenageado com museu próprio – o Museu do Fado.

    Os corajosos que cumprimentam a Tricana (a estátua de homenagem à mulher de Coimbra) e se aventurarem a subir as Escadas Quebra-Costas (que não são muitas nem difíceis) são agraciados com a vista da Sé Velha, ponto de paragem imperdível – afinal, é aqui que todos os anos se ouve a mítica Serenata Académica de Coimbra.

  • Sé Velha de Coimbra
    A Sé de Velha de Coimbra data do séc. XII. É muito semelhante à Sé de Lisboa, uma vez que ambas foram edificadas em simultâneo e durante o reinado de D. Afonso Henriques. Foi também por sua ordem que Coimbra foi a eleita como capital do reino. De estilo românico e um incrível altar gótico, a sua entrada vale bem os 2,50 euros.
  • Quinta das Lágrimas
    A Quinta das Lágrimas alberga um hotel de luxo no antigo palácio do séc. XIX, um campo e clube de golf no seu interior. O palco da história de amor de Pedro e Inês é também o palco desta tragédia shakespeariana que de comédia não tem nada. Diz-se que Inês de Castro foi morta em plena Fonte dos Amores, e que as pedras de tom avermelhado são resquícios do seu sangue derramado.
  • Parque Verde do Mondego
    Este roteiro de um dia em Coimbra termina na relva do Parque Verde, olhando o Mondego que corre dolentemente e as paredes caiadas da cidade que reflete os últimos raios de sol. Este parque ao ar livre é o espaço perfeito para uma caminhada ao final da tarde, para um pic-nic ou para a prática de exercício físico (corrida, canoagem, paddle). A ponte Pedro e Inês cruza o rio, debaixo da qual os patos vêm pedir algo que comer.

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