A Comissão de Liberdades Civis do Parlamento Europeu aprovou por 38 votos a favor, oito contra e três abstenções a proposta, que agora deve seguir para votação dos eurodeputados em sessão plenária, assim como no Conselho da UE, que reúne os países.

A proposta, caso aprovada, permitirá que os cidadãos britânicos viajem pelo espaço livre circulação europeia Schengen para uma estadia curta (de 90 dias para cada 180 dias) sem visto.

A medida, que seria aplicada quando as regras europeias não estiverem mais em vigor no Reino Unido, tem a condição de que o governo britânico isente de vistos os cidadãos de todos os países do bloco.

Os cidadãos dos territórios britânicos de ultramar, como Gibraltar ou Malvinas, já estão isentos de visto para estadias de curta duração na UE, uma possibilidade que a proposta europeia não modifica.

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Polémica à volta de Gibraltar

A poucos dias da data do divórcio, 12 de abril, a pressão aumentou para a aprovação da proposta, bloqueada pela tentativa da Espanha de introduzir, com o apoio do Conselho, uma nota que descreve Gibraltar como "colónia".

Diante da oposição do presidente da Comissão, o britânico Claude Moraes, de aprovar o texto por esta referência, os eurodeputados decidiram substituí-lo pelo búlgaro Sergei Stanishev, que finalmente aceitou na terça-feira.

"Não se trata do presidente da Comissão. O Conselho não teve a vontade de alcançar nenhum compromisso", afirmou Stanishev antes da votação, ao comentar a negociações entre as instituições para tentar uma proposta de consenso.

O búlgaro aceitou finalmente o texto do Conselho por "responsabilidade" e porque "com a aproximação de 12 de abril, a possibilidade de que milhões de britânicos viajem sem visto estava nas mãos do Parlamento Europeu".

Fonte: AFP

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