Luís Machado, presidente da Câmara de Santa Marta de Penaguião e que lidera o projeto turístico EN2, afirmou hoje à agência Lusa que a constituição desta associação representa a fase final da primeira fase deste projeto.

Esta é a via mais extensa do país, com 738,5 quilómetros, e quer ser a nova “Route 66”. O autarca referiu que a EN2 é a “terceira estrada mais extensa do mundo”, a seguir à rota 66 dos Estados Unidos da América (EUA) e à rota 40 da Argentina.

O parlamento debateu hoje dois projetos de resolução sobre o tema: um do PSD e CDS-PP, recomendando ao Governo uma intervenção "de forma a transformar esta via num produto de interesse económico e de promoção turística", e um outro texto do PS recomendando ao executivo a valorização da estrada.

A promoção turística da EN2 foi sublinhada pelos partidos com assento parlamentar, que enalteceram o potencial turístico do trajeto mas pediram atenção às populações abrangidas pela estrada.

O autarca do distrito de Vila Real referiu que a aprovação dos projetos de resolução no parlamento é um “reconhecimento de um trabalho de dois anos” que está a ser desenvolvido pelos municípios.

“Esta resolução na Assembleia da República vem abrir caminho para aquilo que temos vindo a reivindicar e que é a abertura de um aviso nos fundos comunitários dedicado a este projeto que atravessa o país de Norte a Sul”, acrescentou Luís Machado.

De Trás-os-Montes ao Algarve, a Nacional 2 atravessa 32 municípios, passa pelo interior das povoações e liga paisagens tão diferentes como as vinhas do Douro, as planícies do Alentejo ou as praias do sul do país.

É este potencial paisagístico e patrimonial que se quer aproveitar. Luís Machado explicou que o objetivo é “avançar com um projeto de dinamização desta estrada histórica” que vai guiar os visitantes por uma viagem pelo país.

“A ideia é que as pessoas que façam esta rota tenham o mesmo tipo de acolhimento em todos os municípios por onde passem, tenham acesso a informações sobre alojamentos, restauração ou os produtos locais de qualquer um destes territórios”, salientou.

Luís Machado acredita que a EN2 vai ajudar a “criar riqueza nos territórios que atravessa, vai ajudar a mostrar a cultura, gastronomia e os produtos endógenos, ainda a fixar a população residente e até a atrair novas pessoas”.

A Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), em Vila Real, é parceira do projeto e vai criar uma aplicação onde estará concentrada toda a informação sobre a EN2 e, conjuntamente com a Infraestruturas de Portugal (IP), será colocada uma sinalética da rota.

O autarca disse ainda que o projeto visa a recuperação das antigas casas dos cantoneiros, que estão devolutas.

“Se tudo correr bem no final deste ano já temos a rota organizada e depois paulatinamente vamos fazendo investimento de forma a torná-la segura e confortável e enriquece-la a cada dia que passa para a tornar mais apetecível aos adeptos deste tipo de turismo”.

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