Numa resposta escrita remetida à agência Lusa, a Mystic Invest, empresa do universo Douro Azul, apontou que "neste momento o projeto está a ser trabalhado com a Câmara de Vila Nova de Gaia e com a Direção Regional da Cultura do Norte". "E pretendemos apresentar o projeto para licenciamento até ao final do corrente ano", lê-se na resposta da empresa.

Em causa um projeto para um hotel de cinco estrelas a edificar na escarpa da Serra do Pilar.

O empreendimento terá, descreve informação remetida à Lusa, "um conceito diferenciado do que já existe na cidade, com uma forte ligação à cultura vinícola da cidade e da região, e com uma valência única em Portugal, uma vez que será o único hotel que contemplará também uma entrada pelo rio".

Soma-se a esta especificidade, o facto de o projeto incluir a reabilitação da Capela do Senhor D'Além, património religioso propriedade da Diocese do Porto que está em estado de degradação, o que tem gerado críticas nas redes sociais.

Por exemplo, num grupo da rede ‘facebook' relacionado com temas de Vila Nova de Gaia, uma publicação com o título "Quem acode à Capela do Senhor de Além" que é acompanhada de fotografias que mostram a degradação do espaço, já obteve mais de uma dezena de comentários e mais de uma centena de partilhas.

Questionada sobre a recuperação da capela, a empresa do universo de Mário Ferreira apontou que a inclusão no projeto do hotel da requalificação desse equipamento religioso foi feita "por vontade" da empresa por esta entender, lê-se na resposta, "que será uma mais-valia para a cidade e para região".

"Esses trabalhos [de restauro] iniciar-se-ão quando se iniciarem as obras do hotel. Neste momento, tendo em consideração que o ainda estamos em fase de finalização do projeto, é prematuro revelar mais detalhes", apontou a mesma fonte.

Já sobre o mesmo tema, o presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia, Eduardo Vítor Rodrigues, disse à Lusa ter expectativa de "boas notícias em breve", lembrando que ainda que o equipamento não seja da autarquia, esta "não se desresponsabiliza" e "até procurou uma solução".

"É um património ao qual o Município não vira costas. Muitas vezes atribuímos subsídios e apoios para várias obras relacionadas com a Igreja e não nos desresponsabilizamos. Mas para ali encontramos uma solução que era a reabilitação integral com autorização da Diocese ainda no tempo de D. António Francisco dos Santos financiada no projeto do hotel do Mário Ferreira. Aguardamos agora", disse Eduardo Vítor Rodrigues.

O autarca de Gaia, distrito do Porto, acrescentou que a Câmara abdicou de "uma boa parte das contrapartidas para o domínio público", referindo-se por exemplo a taxas relativas ao projeto, tendo pedido "como contrapartida que reabilitasse a capela".

Fonte: Lusa

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