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Dia 1

A zona de Oleiros foi bastante fustigada pelos incêndios. Pelo caminho vai ver que as marcas estão bem visíveis e não deixam ninguém indiferente. Ainda assim, a natureza está a recuperar a olhos vistos.
Para descansar
  • Cambas
    Começámos o nosso roteiro por Oleiros com uma breve paragem por Cambas e a sua bonita praia fluvial. Foi apenas de passagem, mas gostámos muito do que vimos.
  • Visita ao Artesão Jorge Marquez
    Foi através de alguns contactos particulares que conseguimos visitar as obras do artesão Jorge Marquez. O Sr. Jorge faz trabalhos em filigrana lindos de morrer. Apesar de alguns dos seus trabalhos estarem expostos em museus, actualmente, é numa casa particular que estão as suas (bonitas) obras de arte.
  • Miradouro do Cabeço do Mosqueiro
    Já que estávamos na zona do Orvalho, decidimos ter uma perspectiva diferente do local. Subimos então até ao Miradouro do Cabeço do Mosqueiro. A cerca de 660 metros de altitude desfrutámos de uma magnífica vista panorâmica sobre diversas povoações do concelho de Oleiros. No horizonte conseguimos ainda ver a magnífica Serra da Estrela. É uma vista de deixar qualquer um boquiaberto. Nas imediações está ainda o parque de merendas do Mosqueiro. Este é composto pelo miradouro, zona de merendas, santuário, instalações de apoio e estacionamento. Portanto, se está à procura de um local para fazer um piquenique com a família ou amigos, este é o local ideal.
  • Janeiro de Cima
    Antes de chegarmos ao nosso próximo destino, não resistimos a fazer um pequeno desvio. Parámos no Miradouro da Sarnadela para contemplar as vistas. Completamente embevecidos com a riqueza natural do nosso país, fomos então até Janeiro de Cima. Janeiro de Cima faz parte da rede das Aldeias do Xisto. Inicie a visita no largo da Igreja Velha (século XVIII). A partir deste ponto perca-se pelas ruelas labirínticas da aldeia. Cada cantinho merece ser apreciado! Conseguimos ainda dar dois dedos de conversa com um dos habitantes da aldeia. Um senhor, já de idade (como ele o disse), fabricava à porta da sua garagem as suas peças. Junto à povoação, deixe-se levar pelo barulho da água. Assim, facilmente identifica que está a chegar à praia fluvial. A praia tem várias estruturas de apoio e um relvado à beira rio. Seja no Verão, para fugir ao calor, ou no Inverno, para simplesmente refugiar-se e contemplar, é um local de paragem obrigatória. Antigamente, à beira do rio Zêzere, gritava-se “Ó da barca!” para fazer a travessia. As barcas eram usadas para atravessar o rio e quebrar o isolamento da aldeia. Actualmente é ainda possível fazê-lo num passeio rio acima.
  • Janeiro de Baixo
    A paragem seguinte foi em Janeiro de Baixo, outra Aldeia do Xisto. Uma vez mais, o Rio Zêzere num dos seus meandros, abraça Janeiro de Baixo. Visite o centro da aldeia e deixe-se encantar pela história e pela hospitalidade das suas gentes. A aldeia possui cinco parques: parque infantil, parque desportivo, parque de lazer, parque fluvial e parque de campismo. Junto ao parque de campismo, visite a magnífica praia fluvial. Todo o espaço é envolvido por um bonito enquadramento natural!
  • Cascata da Fraga de Água d’Alta
    De regresso a Oleiros, mais precisamente no Orvalho, não poderíamos deixar de conhecer um dos ex-libris da zona. Em pleno Geopark Naturtejo, os passadiços do Orvalho brindam-nos com algumas das paisagens mais esmagadoras e icónicas da Beira Baixa. A GeoRota do Orvalho conta com cerca de nove quilómetros de extensão, sendo que os passadiços não são contínuos. Desta vez, ficámo-nos pela versão curta, uma vez que não tínhamos muito tempo e também porque estávamos com familiares com uma criança pequena. Percorremos cerca de dois quilómetros (ida e volta). Este trajecto dos Passadiços do Orvalho, no fundo, é a zona que dá acesso à Cascata da Fraga de Água d’Alta. Chegámos então à Cascata da Fraga de Água d’Alta e ficámos boquiabertos.
  • Igreja Matriz do Estreito
    Depois deste esforço físico, a verdade é que a barriga já estava a dar horas. Mas antes de chegarmos à Adega dos Apalaches não resistimos a uma curta paragem para espreitar a Igreja Matriz do Estreito. Esta é completamente diferente de todas as igrejas que outrora já visitámos. A fachada principal exterior é dominada pelo Grande Baixo-Relevo, em cimento de cores variadas, da autoria de Soares Branco, que retrata a vida da aldeia e as actividades do quotidiano das suas gentes. Para grande desgosto nosso, a igreja estava fechada, pelo que só conseguimos apreciar do lado de fora. O dia terminou em beleza com uma refeição deliciosa na Adega dos Apalaches e uma bela noite de descanso no Hotel Santa Margarida.
 

Dia 2

Depois de um delicioso pequeno-almoço no Hotel Santa Margarida, tivemos o privilégio de assistir à confecção do ex-libris da zona: o cabrito estonado. Pela sabedoria e experiência do Chef André Ribeiro, ficámos a conhecer este prato típico da região. Explicou-nos a história do cabrito estonado e como o preparar. Com água na boca, assistimos a todo o processo junto ao forno de lenha. Mais tarde este viria a ser o nosso almoço.
Para descansar
  • Trilho pela Ribeira de Oleiros
    Nada melhor que começar o dia em contacto com a natureza. Como tal, decidimos fazer um trilho pela Ribeira de Oleiros. O trilho inicia-se na Ponte Grande, mesmo ao lado do Hotel Santa Margarida. O percurso conta com dois quilómetros. Ao longo do trajecto podemos contemplar algumas quedas d’água e ouvir o chilrear dos passarinhos. Aqui respira-se ar puro e o local transmite uma paz difícil de descrever.
  • Praia Fluvial de Açude Pinto
    O trilho acima referido termina na Praia Fluvial de Açude Pinto. No verão é o local ideal para se refrescar! A praia fluvial conta com muitas sombras, relva e duas piscinas, uma para os mais novos e outra mais profunda. Tem ainda um parque infantil, parque de merendas e esplanada. É um espaço muito relaxante!
  • Passear pela Vila de Oleiros
    A restante manhã dedicámos a conhecer a vila de Oleiros. A primeira paragem foi no bonito Jardim Municipal de Oleiros, onde também se localiza o Posto de Turismo. Seguimos, a pé, até ao próximo destino. Pelo caminho não deixe de reparar nalgumas portas do centro histórico. As portas pintadas que vai ver fazem parte d’O Projeto Arte à Porta. O objectivo era requalificar várias portas, a partir das criações de autores locais e nacionais. Ficámos rendidos! Como sabem, somos muito fãs de arte urbana e adoramos ver os espaços mais vivos e dinâmicos. Chegámos então à Igreja Matriz de Oleiros. Considerada a “Joia da Coroa”, é classificada como Imóvel de Interesse Público, sendo dedicada a Nossa Senhora da Conceição. A manhã terminou no Alto das Sesmarias, uma das colinas de Oleiros. A hora de almoço estava a chegar e fomos então provar o tão afamado cabrito estonado, que anteriormente vimos a ser preparado, no Restaurante Callum. E agora podemos dizer: é mesmo delicioso!
  • Álvaro
    Depois do almoço seguimos até a uma das “aldeias brancas” da Rede das Aldeias do Xisto: Álvaro. Rica em património religioso, a aldeia foi outrora uma importante povoação para as ordens religiosas, nomeadamente a Ordem de Malta. Considerada uma “aldeia de fé”, conta até com o circuito das Capelas. Nelas estão presentes várias obras de arte sacra, desde pinturas e artefactos. Um outro ponto imperdível em Álvaro é a sua praia fluvial. Para além das margens do rio, conta ainda com duas piscinas flutuantes, ideais para se refrescar nas tardes quentes de Verão. O ambiente, esse, é de uma rara beleza e de uma tranquilidade única.
  • Meandros do Zêzere
    O fim de semana estava a terminar e já de volta a casa não resistimos a outra paragem. Este país não pára de nos surpreender! Foi aqui que contemplámos uma das mais belas paisagens de Portugal. Os meandros formam-se quando há diferenças de velocidade de água. O rio começa a curvar quando a água corre em torno de obstáculos, como rochas, dando origem a locais onde a velocidade da água é maior ou mais reduzida. Os Meandros do Zêzere são um dos geomonumentos do Geopark Naturtejo classificado pela UNESCO, e é de deixar qualquer um de queixo caído. Em uníssono saiu-nos “brutal”! Aquela fita irregular azul a intrometer-se no verde dominante da paisagem, cheia de relevos surpreendentes foi das coisas mais bonitas que vimos nos últimos tempos.

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