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Dia 1

As aldeias avieiras têm origem no início do século XX, com alguns pescadores da Praia da Vieira (a origem do nome) que migravam para o Rio Tejo em busca de sustento nos meses de Inverno. Se, ao início, dormiam nos barcos, com o passar do tempo começaram a construir as suas humildes casas em cima de estacas de madeira, para se protegerem das cheias tão habituais. Casas em madeira, coloridas, como os barcos - as bateiras avieiras - também pintados de cores garridas. E são essas casas e essas bateiras, bem como os cais palafíticos, que caracterizam estes pedaços de história e as tornam tão pitorescas.
Para descansar
  • Aldeia de Escaroupim
    Situada na margem sul do Rio Tejo, o Escaroupim é a mais cuidada das duas e, sem dúvida, a imagem mais característica. As casas estreitas coloridas, assentes em estacas, alinhadas de frente para o rio, são um autêntico postal. Além dos típicos barcos Avieiros, “estacionados” nas margens, os vários cais em madeira tornam a imagem mais bucólica. Percorrendo o caminho por entre as árvores, há barcos em restauro, autênticas oficinas a céu aberto a pedirem para ser fotografadas. Para preservar a memória de tempos idos, pode-se visitar o Museu “Casa Típica Avieira”, onde são reproduzidos os usos e costumes das famílias avieiras. Ou aproveitar a pausa para uma refeição no Restaurante Escaroupim, com vista privilegiada para o rio. Daqui, é possível partir em passeios de barco pelo rio com a Promartur, apenas para desfrutar da paisagem ou para observação de aves - não fosse a sua localização privilegiada em frente à bonita Ilha das Garças.
  • Aldeia da Palhota
    Nem sempre o mais cuidado é o mais genuíno, e a Aldeia da Palhota mostra-nos isso. Aqui não há tinta acabada de pintar, mas há famílias sentadas na mesa à porta de casa, enquanto acabam de almoçar. Há poemas de Alves Redol nas paredes, há redes de pesca, vasos de plantas que nos mostram que ali há habitantes genuínos. E o único cais, solitário mas longo e dramático, dá-nos uma bela paisagem para o rio. Desta vez, com a perspectiva do Norte. Esta aldeia tem a particularidade de ter servido de casa ao escritor Alves Redol durante alguns anos, que lhe dedicou várias das suas palavras e até um livro inteiro. Foi o próprio que imortalizou estas gentes como “nómadas do rio, como os ciganos na terra”, e ainda hoje assim são definidos. Também aqui há uma casa-museu da Cultura Avieira.
  • Ponte Rainha D. Amélia
    Entre uma e outra aldeia, há mais por descobrir. Para transitar entre as duas margens do rio, Muge apresenta-nos uma das mais fotogénicas pontes do país: a Ponte Rainha D. Amélia, vestida de vermelho e com uma vista de fazer inveja. A lezíria ribatejana está ali, por todo o lado, bonita como só ela. E se o calor apertar ou apetecer um piquenique, a Praia Doce e a sombra dos seus chorões à beira rio são o sítio mais convidativo da zona até para um mergulho.

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