Isto salvaguardado, diríamos - se o bebé estiver bem e a mãe suficientemente recuperada para poder desfrutar da viagem: vão. 

Deste lado começamos cedo a viajar em família - aos três meses da nossa pequena Mia - e apenas vemos aspectos positivos. Isto não significa que não existam ressalvas ou preocupações (as diferenças de temperatura entre o local de residência e o destino; a duração da viagem (voos ou outro) e a “aprovação” do pediatra serão apenas algumas). Porém, não é esse o objectivo deste artigo, essas preocupações estão já repetidamente escritas e inscritas nos recém-pais, muitas vezes levando a um excesso de zelo e a sentimentos de culpa por desejarem sair do sofá lá de casa. O pretendido aqui é motivar os recém-papás a viajar, ao invés de reforçar ressalvas que apenas refreiam essa vontade. Avancemos:

1- É possível


Sim, acreditem, é possível! É preciso dar o passo e ir, desconstruindo o mito enraizado, na cabeça dos recém-pais, de que uma vez pais a casa é o único lugar certo, seguro! Desconstruir a ideia de que as viagens só voltarão a acontecer daí a alguns anos, quando o (agora) bebé já tiver alguma autonomia ou quando forem capazes de o deixar para viajarem sozinhos.

Acreditamos que pais felizes fazem um bebé feliz, por isso, se viajar vos traz felicidade tragam os vossos filhos para esse prazer e sejam uma família feliz em viagem. Ir fará, certamente, bem a todos: pais e bebé.

2- É um bom momento


Pelo menos um dos pais poderá estar ainda em licença de maternidade/paternidade, o que facilita a conjugação das férias do outro. Poderá ainda ser vivido como um tempo dedicado a este novo papel, na ausência das rotinas que a nossa casa sempre implica (e que parecem crescer sem fim com o nascimento de uma criança).

Poderá ainda funcionar como um momento de transição para o regresso ao trabalho (que se adivinha difícil para a maioria das mães/pais).

3- Promove a capacidade de adaptação


É muito mais comum ler-se que os bebés precisam de rotinas, sendo os pais responsáveis por criarem as melhores e as respeitarem (estamos plenamente de acordo). Porém, também é importante os pais saberem que podem (e devem) flexibilizar as rotinas, nomeadamente em tempos de viagem, retomando-as no regresso.

O ser humano adapta-se, e também assim será com o seu bebé, e a exposição do mesmo – respeitando os seus tempos e necessidades – a novos ambientes, pessoas e ruídos, desenvolverá nele essa capacidade (ainda falaremos muito disto).

4- É barato


O que queremos dizer com isto é que os custos (viagem e estadia) não são muito diferentes dos de viajar apenas em casal. Quando usam o avião como meio de transporte, uma vez que o bebé viaja no colo, terão apenas o custo das taxas aplicadas pela companhia aérea. Na maioria das companhias será assim até aos 24 meses, por isso, aproveitem!

Quanto à estadia, da nossa experiência, a maioria dos hotéis não cobra pela colocação de berço no quarto – para os adeptos do co-sleeping esta questão nem se coloca.

5- Passam a ser os heróis dos vossos amigos com filhos...


... E que acham que abrir a porta da rua, com um bebé de meses nos braços, é já aventura suficiente!

Boas viagens!