O centro histórico de Gaia ganhou dois novos murais em homenagem à água da autoria dos Von Calhau! e Rigo 23. A iniciativa está inserida na exposição "Não é ainda o mar", no âmbito do evento Gaia Todo um Mundo.

créditos: Susana Sousa Ribeiro

Não estão à vista de todos, estão longe da multidão de turistas que passeia à beira-rio. É preciso percorrer as ruas estreitas do centro histórico até alcançar as ruínas de um edifício que, em tempos, teria sido uma creche. E ainda assim, mesmo no edifício, é difícil perceber-se ao certo qual é o mural assinalado. Uma seta aponta para um pequeno buraco na parede e é através dela que é possível desfrutar da obra dos Von Calhau!. Ao espreitar pela pequena abertura na parede, é possível ver uma sequência de "caras" vermelhas pintadas nas paredes em frente. No entanto, o que julgamos, à primeira vista, serem máscaras tribais são, na verdade, insetos. Atualmente, estes pequenos insetos são os únicos a brincar num local onde, outrora, brincavam crianças. Esta foi a forma que a dupla de artistas escolheu para celebrar o local. Assim, a água não está visualmente representada neste mural por um simples motivo: está presente a nível sonoro, uma vez que, no local, é possível ouvir o som da água do ribeiro e lavadouros, no outro lado da rua.

Se na obra dos Von Calhau! a água não está, visualmente, presente, a obra de Rigo 23 vai direta ao ponto, com a palavra água escrita na fachada de um prédio. A ideia é que o mural possa ser visto desde o outro lado do rio, numa perspectiva que coloca o mural no meio dos arcos do aqueduto, sobressaindo no meio das várias marcas de Vinho do Porto existentes ali. Na outra parede do edifício, voltada para a rua, é possível ver as percentagens de água do cérebro (83%), do coração (75%) e do planeta terra (72%).

Assim como no ano passado, os murais ficam na cidade, a colorir as paredes com cada vez mais arte urbana.

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