O jornalista Johan Ricou do diário francês Le Figaro dedicou um artigo às Aldeia Histórica de Portugal, como sugestão de destino para uma road trip no centro de Portugal. Ao longo de 650 quilómetros é possível descobrir doze aldeias que fizeram a história do país.

A 295 quilómetros de Lisboa (3h15 de viagem), Piódão merece uma visita. "Os últimos 30 quilómetros, em pequenas estradas de montanha, podem parecer uma eternidade, mas o esforço vale a pena", escreve o jornalista na publicação. Piodão tem oficialmente apenas 178 pessoas, mas a sua proximidade a Lisboa torna-a uma das mais turísticas das “aldeias históricas”. O que "não diminui o seu charme".

Piódão

A partir do Piódão, é possível caminhar por caminhos antigos de montanha até às encantadoras aldeias de Chãs d'Égua e Foz d'Égua, antes de regressar ao Piódão (caminhada de três horas). O início do percurso, bem no centro da cidade, é sinalizado.

O resto da viagem irá levá-lo a Monsanto passando Castelo Novo, a vila histórica mais isolada (1h30 de Piódão, 50 minutos de Monsanto). O seu castelo oferece uma "vista impressionante da Serra da Gardunha".

Em Monsanto os  gigantescos blocos de granito dão à aldeia "o aspecto de uma cidade troglodita". Designada “a aldeia mais portuguesa de Portugal” pelo regime salazarista em 1938, o seu labirinto de vielas íngremes exala "uma atmosfera muito especial, dominada pelo seu castelo medieval construído pelos Templários".

Monsanto

Em Idanha-a-Velha (a 15 quilómetros de Monsanto), onde o tempo parece ter parado, "cada pedra parece ter uma parte da história de Portugal para contar". Fora da época alta, é possível ter a curiosa sensação de "vaguear por uma aldeia fantasma, esvaziada da sua população". Em 2011, apenas 63 pessoas ainda habitavam esta aldeia fundada pelos romanos no século I aC.

Belmonte não é apenas a terra natal de Pedro Álvares Cabral, foi também o lar de uma unida comunidade criptojudaica que manteve as suas tradições judaicas quase intactas, tornando-se um caso excecional. Por esse motivo, não pode deixar de visitar a “judaria” de Belmonte, o seu museu judaico e a surpreendente sinagoga Beit Eliahu, além do seu castelo medieval.

Belmonte

A aldeia fronteiriça de Sortelha, a 20 quilómetros de Belmonte, é uma das preferidas do jornalista Johan Ricou. "Pela calma e serenidade que exala. Pela sua autenticidade. Pelo seu pequeno centro histórico maravilhosamente preservado..."

A aldeia de Castelo Mendo tem apenas 87 habitantes, cujas casas estão distribuídas à volta de uma praça central onde se ergue o "tradicional pelourinho de pedra, sobre o qual vigiam as ruínas de um castelo, cujas fundações remontam ao século XII."

A cerca de vinte quilómetros de Castelo Mendo, impressionantes fortificações baluarte do séc. XVII acolhem a vila de Almeida e os seus 1.300 habitantes, cujo castelo foi destruído durante as terceiras invasões napoleónicas em 1810.

Castelo Rodrigo

Castelo Rodrigo, a 20 quilómetros de Almeida, "encanta assim que atravessa a sua Porta do Sol" que marca a entrada na aldeia. Ao cair da noite, "observar o pôr do sol antes de se deleitar com os primeiros milagres da iluminação noturna nas ruínas da vila, é uma experiência memorável".

O sítio de arte rupestre do Vale do Côa, que deve o seu nome ao rio que o atravessa, é Património Mundial da UNESCO e fica a apenas 45 quilómetros de Castelo Rodrigo. Além de fazer uma visita exterior guiada por um arqueólogo não pode também deixar de conhecer o museu do parque.

Em direcção a Trancoso, a partir do vale do Côa, o seu percurso vai levá-lo primeiro a Marialva, que reagrupa os seus principais monumentos entre as muralhas do seu castelo do século XI. Entre o seu património arqueológico e as ruínas do antigo convento templário, "não deixe de visitar a simpática Capela de Nossa Senhora de Lourdes".

Trancoso

Trancoso, a penúltima aldeia da viagem, é agora uma cidade turística de quase 10.000 habitantes. Protegido por imponentes muralhas, o seu centro histórico foi palco da famosa Batalha de Trancoso (maio de 1385), início da pesada derrota castelhana em Aljubarrota, que desempenhou um papel fundamental na independência portuguesa.

Linhares da Beira

A última paragem é em Linhares da Beira, com vista para Serra da Estrela. Pode explorar a vila e visitar o castelo a pé ou, se preferir, alugar bicicletas. De Linhares da Beira, demorará 3h30 (350 km) para chegar a Lisboa.

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