O ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes, abriu, este sábado, de forma simbólica, uma nova forma de conhecer as gravuras rupestres do Côa, em que os visitantes podem apreciar as gravuras através de passeios de canoa pelo rio.

Estas visitas vão começar por abranger sítios emblemáticos das Arte do Côa como a Canada do Inferno e a Ribeira de Piscos. "A novidade desta oferta turística é a de se poder observar as gravuras rupestres a partir do rio Côa. Há algumas gravuras que só mesmo de canoa se podem ver, sendo a Primavera e o Verão o melhor período para o efeito", disse o ministro.

A Fundação Côa Parque assinala, de 28 de julho a 19 de agosto, os oito anos do Museu do Côa e os 22 anos do Parque Arqueológico do Vale do Côa,  tendo sido esta uma iniciativa que pretende assinalar a data.

A 10 de agosto de 1996 foi criado o Parque Arqueológico do Vale do Côa, consequência do reconhecimento do extraordinário e maior complexo de arte rupestre paleolítica ao ar livre conhecido até hoje. Cada viagem em canoa pode ter a duração de meia hora, ao longo de um percurso pré-definido, onde a arte rupestre do Côa é ponto de partida para a descoberta de uma região que também é rica do ponto de vista ambiental.

As visitas podem ser em grupos de até 18 pessoas e terão um custo de cerca de 35 euros. O Parque disponibiliza, por cada visitante, uma cesta de produtos locais que servirá para fazer um piquenique junto às gravuras a meio do percurso. Os sítios de arte rupestre do Vale do Côa situam-se ao longo das margens do rio Côa, principalmente no município de Vila Nova de Foz Côa,  e estendem-se por uma área de 20 mil hectares, que abrange os municípios vizinhos de Figueira de Castelo Rodrigo, Meda e Pinhel, no distrito da Guarda.

A arte rupestre do Côa, inscrita na Lista do Património Mundial da UNESCO desde 1998, foi uma das mais importantes descobertas arqueológicas do Paleolítico Superior, em finais do século XX, em toda a Europa. Aquando da descoberta "Arte do Côa", em 1994, os arqueólogos portugueses asseguraram tratar-se de manifestações do Paleolítico Superior (20 a 25 mil anos atrás) e estar-se perante "um dos mais fabulosos achados arqueológicos do mundo".

Desde agosto de 1996, o Parque Arqueológico do Vale do Côa organiza visitas a vários núcleos de gravuras, tais como Penascosa, Canada do Inferno e Ribeira de Piscos.

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