A Igreja do Carmo é um dos cenários mais populares das fotografias turísticas, com a sua fachada de azulejos a ser presença assídua nos feeds de Instagram. Ao seu lado está a  Igreja dos Carmelitas Descalços, classificada como Monumento Nacional desde 2013. Ambas as igrejas são bem conhecidas dentro e fora da cidade do Porto, mas o que passa muitas vezes despercebido é a casa existente entre ambos os edifícios.

As duas igrejas não podiam ser construídas coladas uma a outra, então foi deixado um espaço de cerca de um metro, onde foi construída uma casa, considerada por muitos a mais estreita da cidade. Conhecida como Casa Escondida é o mais célebre de todos os edifícios esguios da cidade.

Casa Escondida

Um mito muito difundido conta que a Casa Escondida foi construída devido a uma lei canónica que proibia que duas igrejas fossem construídas a paredes meias. No entanto, a Ordem do Carmo explica que se trata apenas de um mito.

A realidade é que, quando a Igreja do Carmo foi construída, no terreno contíguo, já lá estava a dos Carmelitas, cujas capelas interiores, nas traseiras, formavam saliências que impossibilitaram que a Igreja do Carmo fosse construída a paredes meias. O espaço existente entre ambas as igrejas era mais visível na parte frontal da fachadas. Por questões estéticas, para acabar com a área vazia, edifica-se ali a casa, que serviu como residência dos capelães .

Mais tarde, a Casa Escondida recebeu reuniões secretas durante as Invasões Francesas, no Liberalismo, Cerco do Porto e, logo após a proclamação da República, na perseguição às Ordens religiosas.

A Casa Escondida, também conhecida como Casa Estreita, tem três andares repletos de segredos, que podem ser visitados, fazendo parte do percurso turístico-cultural da Ordem do Carmo

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