Quando pensava em tudo isto, Telavive não era propriamente a primeira cidade que me vinha à cabeça, mas conquistou-me sem grande dificuldade e, para minha surpresa, transformou-se no destino ideal.

Não será por acaso que foi nomeada tantas vezes pela National Geographic como uma das 10 melhores cidades de praia.

Admito que cheguei com algumas expectativas, e muitas ideias pré-concebidas. Afinal desde miúda que estava habituada a ver Israel e Telavive nos noticiários — a maior parte das vezes por motivos menos positivos — de forma que esperava encontrar um lugar complicado, com ambiente pesado e clima de medo. A minha experiência, contudo, foi totalmente diferente.

“Bem-vinda! Por favor, sinta-se em casa", disse-me a rececionista com um sorriso aberto e caloroso quando fiz o check-in no hotel. Esse momento simples, mas extraordinariamente acolhedor marcou o tom para o resto da minha viagem.

Descobri em Telavive uma cidade moderna, mas cheia de história e contrastes, onde os arranha-céus dominam o horizonte e partilham o espaço com as casas antigas da Velha Jaffa (Old Jaffa) — Património Mundial da UNESCO.

Telavive
créditos: The Travelight World

Comecei a minha visita precisamente por aqui, no topo de Jaffa, no Jardim HaPisga. É um dos melhores lugares da cidade para fotografar a costa de Telavive e fica perto da Ponte dos Desejos, que está decorada com os doze signos do zodíaco.

Segundo a lenda, os visitantes devem vir aqui, ao pôr-do-sol, tocar no seu signo astrológico e fazer um pedido. Eu não cheguei a fazê-lo, mas ver a ponte já valeu a pena.

Telavive
créditos: The Travellight World

Atravessei o parque e continue até ao mercado de Jaffa. Espreitei as bancas onde vendiam joalharia, tapetes e roupa. Aproveitei e provei um cremoso malabi (doce típico da região).

Continuei a caminhar pelas ruas estreitas da velha cidade e passei pela Torre do Relógio - uma das sete torres construídas na Palestina durante o período Otomano. Vi também o bonito minarete da Mesquita de Al-Bahr e admirei a Rocha de Andrómeda. Visitei o porto antigo e ainda o Museu Ilana Goor que está localizado num edifício do século XVIII e possui mais de 500 obras, de artistas israelitas e internacionais.

Telavive
créditos: The Travellight World

Segui depois por uma avenida até chegar à praia e continuei a andar, apreciando com calma todo o movimento daquela área: havia surfistas; pessoas a correr ou a jogar matkot (uma espécie de ténis de praia); outros a andar de bicicleta ou de patins; casais de mãos dadas a passear os seus cães; famílias com filhos a brincar na areia e gatos, muitos gatos.

Acabei por chegar até ao Mercado Carmel (Shuk Hacarmel) e dei uma volta por lá. É um lugar vibrante onde os comerciantes vendem de tudo um pouco, desde roupa a especiarias, frutas e aparelhos eletrónicos. Quem gosta de fazer compras com certeza vai adorar este lugar colorido e barulhento.

Telavive
créditos: The Travellight World

Quando chegava a hora de comer a gastronomia local, nunca me dececionava.

A comida em Israel é simplesmente deliciosa e, na verdade, muito saudável. Há uma abundância de legumes e saladas e uma grande variedade de comida vegetariana e vegan. Na verdade, Telavive é considerada uma das melhores cidades para viajantes vegetarianos.

Seja vegan, vegetariano ou não, uma das coisas obrigatórias a fazer em Telavive é provar hummus. Algumas casas servem diferentes qualidades. Eu provei ful, que é feito de favas, e hummus shakshuka, o meu favorito. Ambos eram servidos com pão pitta, zhug (um molho picante) e cebola crua.

Telavive
créditos: junglecreations.com

Telavive é uma cidade que é fácil de conhecer a pé. A maior parte das atrações — como o Museu de Arte; a Praça Habima e o Pavilhão Helena Rubinstein; o Memorial Itzhak Rabin; Rothschild Boulevard e até as praias e a orla marítima — são facilmente alcançáveis sem necessidade de recorrer a um automóvel ou transporte público, no entanto, é mais divertido (e menos cansativo) explorar a cidade de bicicleta ou mesmo de segway As ciclovias ligam toda a cidade, e as bicicletas podem ser alugadas muito facilmente.

Quem se interessa por arquitetura, com certeza vai reparar nos edifícios em estilo Bauhaus que se encontram pela cidade. Este estilo arquitetónico, implementado nas décadas de 1930 e 1940, chegou a dominar a paisagem urbana de Telavive com cerca de 4.000 obras, mas hoje está limitado a algumas centenas de edifícios originais restaurados.

Telavive é uma cidade que chama as pessoas para o exterior. O clima é muito agradável. As esplanadas à beira-mar são ideais para jantar ou beber um cocktail ao fim do dia.

Telavive
créditos: The Travellight World

A vida noturna também é animada. Há bares e discotecas para todos os gostos e em número suficiente para passar a noite toda a ouvir boa música e a dançar.

Para quem está interessado em ir um pouco mais longe, uma visita a Jerusalém é incontornável. A cidade está repleta de história, ruas estreitas e monumentos importantes. Os três maiores — O Muro das Lamentações, Monte do Templo e A Igreja do Santo Sepulcro — estão todos a curta distância um do outro.

Massada e o Mar Morto são algumas das outras atrações acessíveis a partir de Telavive.

Aproveite os voos diretos da TAP a partir de Lisboa para Telavive e vá você também descobrir esta vibrante metrópole onde não faltam excelentes restaurantes, belas praias, uma rica cultura e uma história milenar.

Texto: The Travellight World

Telavive desde 146€