Diz quem sabe que primeiro se estranha e depois se entranha. Dizem ainda que não demora a entranhar-se e, em menos de nada, é fácil ficar rendido ao sorriso fácil de todos os que lá vivem. A Lourenço Marques de outros tempos — que deve o seu nome ao primeiro navegador que terá pisado o território — é a Maputo de hoje, e vive mais do futuro do que do passado. Maputo porque fica localizada na margem ocidental da Baía de Maputo, no extremo sul do país. Ainda que muitos sejam os registos que marcam a sua história e que merecem uma visita, não há melhor forma de conhecer um povo do que sentir a sua terra na primeira pessoa e atentar a todos os pormenores.

Cidade das Acácias para uns, Pérola do Índico para outros, as palavras são poucas quando a linha do horizonte é maior do que aquilo que os olhos conseguem alcançar e as cores ganham uma força nunca antes vista. O pôr do sol é, por isso, a primeira sugestão a que a cidade obriga. Não há outro igual!

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Museu de História Natural

O Museu de História Natural de Maputo tem uma longa vida, já que foi criado em 1913 e definitivamente estabelecido em 1932. O edifício, pensado inicialmente para ser uma escola primária e erigido no estilo neo-manuelino, foi elevado a museu depois do território ter conquistado a independência. Tem mais de 100 anos de existência e, por isso, tempo suficiente para juntar um acervo que contém diversas coleções embalsamadas, vindas diretamente das savanas africanas, tais como leões, girafas, hipopótamos e rinocerontes, para enumerar apenas alguns deles. Também por aqui se encontra o mundo moçambicano no seu melhor: estátuas, instrumentos musicais ou acessórios. No exterior, espera-o um jardim com murais do artista Malangatana e painéis didáticos sobre dinossauros. Sabe o que é um celacanto? Se não sabe, esta poderá ser uma excelente ocasião para descobrir.

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Fortaleza de Maputo

Retrata a presença portuguesa no território, mas a sua história vai muito para além disso, já que começou por ser ocupado no início do século XVIII e a estrutura atual começou a ser construída no início do século XX. Tem uma planta quadrangular e deve a sua cor avermelhada às pedras que o constroem. O único portão dá acesso a um pátio central. Estátuas, canhões e esculturas contam a vida de uma cidade onde a prisão de Gungunhana, que aqui vê depositados os seus restos mortais, e a carga militar contra o império de Gaza ganham especial relevo artístico.

FEIMA | Feira de Artesanato, Flores e Gastronomia

O artesanato moçambicano em destaque: é desta forma que se caracteriza este mercado a céu aberto. Desde objetos de decoração, passando por tecidos, acessórios e muito mais, há que ter paciência para tudo ver, saborear... e negociar, ou não fosse este um dos mercados mais tradicionais da cidade.

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créditos: Copyright Lucian Fratila

Mercado Municipal de Maputo

Uma obra de David de Carvalho construída com elementos de ferro importados da Bélgica e inaugurada em 1901. Há também quem o chame simplesmente de Bazar e, por ele, passam os mais variados produtos, que não deixam indiferentes quem se aproxima: frutas, legumes, especiarias e, claro, a azáfama dos muitos vendedores, habitantes locais e turistas que fazem dele uma verdadeira explosão de alegria.

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Igreja de Santo António da Polana | Igreja da Polana

Esta é uma das igrejas mais conhecidas de África e, pela sua forma peculiar, muita é a curiosidade que desperta. Nuno Craveiro Lopes foi o arquiteto e, o emblemático edifício de estilo modernista, foi construído no início da década de 1960. Inspirada na arquitetura religiosa do expressionismo alemão e com as igrejas mexicanas do espanhol Félix Candela, a sua forma resulta da sobreposição sequencial de finas membranas poligonais de betão aparente, com os vazios encerrados por caixilhos de vidro e vitrais coloridos, num movimento ascendente que culmina na iluminação cromática do espaço central e que, no exterior, é unificado pelo símbolo da cruz.

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