A cidade de Berlim foi fotografada e eternizada numa série de imagens fascinantes do fotógrafo britânico Allan Hailstone, que visitou os lados leste e oeste entre 1959 e 1966. Agora, todas as 180 imagens antigas foram colocadas num livro intitulado Berlim na Guerra Fria.

As diferenças entre as duas áreas são cruéis. Tanto Berlim Ocidental quanto a Alemanha Ocidental prosperaram e a reconstrução da cidade e do país após a Segunda Guerra Mundial começou rapidamente.

No entanto, no leste, a situação económica não era tão próspera para as pessoas que ali viviam, que sofriam com a escassez de alimentos e moradia e com a restrição das liberdades individuais.

A fim de impedir a fuga de pessoas do leste para o oeste, o governo comunista em Berlim Oriental decidiu erguer o muro, em 1961, - uma barreira física contra a deserção. O muro foi reforçado com arame farpado para impedir que as pessoas subissem e cortou inteiramente Berlim Ocidental do resto da Alemanha Oriental.

O soldados foram ordenados a patrulhar a muralha para impedir que alguém cruzasse a fronteira e atirariam naqueles que tentassem fugir. Acredita-se que, pelo menos, 260 pessoas morreram enquanto tentavam escapar de leste para oeste.

O Muro de Berlim permaneceu de pé entre 1961 e 1989, quando, após meses de crescente tensão na Alemanha Oriental, o Muro de Berlim abriu-se, a 9 de novembro. Milhares correram, imediatamente, para as passagens de fronteira depois de um líder comunista do governo da Alemanha Oriental ter dito em conferência de imprensa que as viagens para o Ocidente deveriam ser permitidas. Um grande número de berlinenses orientais reuniu-se nos pontos de inspeção, exigindo a passagem e os guardas, em número menor, perceberam que não tinham escolha senão permitir que eles passassem.

A Alemanha Oriental e Ocidental foi, finalmente, reunida 11 meses depois, em 1990.

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