Quando a fotógrafa Natalia Elena Massi descobriu que haviam inundações em Veneza, imediatamente fez as malas, saiu de Bréscia - uma cidade a 100 quilómetros - e foi explorar Veneza com a máquina fotográfica na mão. Não era a primeira vez de Natalia em Veneza, mas a experiência foi totalmente nova. Embora os habitantes estejam habituados com as inundações, estas foram consideradas as piores desde 1966, superando um metro e meio de altura.

Com a série de fotografias captadas, Natalia Elena Massi pretende eternizar o momento e mostrar "a beleza de Veneza, mesmo em tragédia". Durante o dia que passou a fotografar, Natalia conta que encontrou muitas pessoas fantásticas pelo caminho. "Conheci pessoas incríveis, orgulhosas e corajosas que não foram derrotados pelo dilúvio". A maioria das lojas estava fechada, mas poucas abertas recebiam pessoas "para protegê-las das intempéries".

Percorra a galeria e veja o cenário encontrado por Natalia Elena Massi em Veneza. Pode acompanhar o trabalho da fotógrafa através do seu Instagram, Facebook e também no seu site oficial.

Segundo o jornal The Guardian,  as cheias obrigaram muitos cidadãos a saírem das suas casas e mudarem-se para outras cidades e até para outros países. Patricia Blaci vive em Veneza há 25 anos, mas depois de ter a sua casa danificada pelas inundações, em novembro do ano passado, decidiu deixar a cidade e ir morar para Espanha. "Não foi uma decisão fácil, tenho um profundo afeto por esta cidade e lutei por ela. Mas tornou-se muito difícil ficar. É como viver num barco. Ocasionalmente, a água entra, sobe e vai-se embora, tal como uma maré. Desta vez, subiu muito e durou cinco dias”, conta a arquiteta e guia turística ao The Guardian.  O centro histórico da cidade italiana e as suas onze ilhas habitadas perderam, no ano passado, 1092 pessoas, segundo o diário britânico.

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