A sala de controlo do reator número 4 de Chernobyl é o epicentro do pior desastre nuclear civil da história. Na noite de 26 de abril de 1986, uma série de explosões destruiu o reator, matando pelo menos 54 pessoas imediatamente e enviando uma nuvem de poeira radioativa mortal para a atmosfera, ameaçando a saúde e o bem-estar de centenas de milhares de pessoas.

Agora, os turistas podem aventurar-se no local do evento catastrófico para uma breve visita pós-apocalíptica, uma vez que a sala se abre para os turistas pela primeira vez. Quem entra só pode fazê-lo através de visitas organizadas pelas agências de turismo oficiais.

Os visitantes vão receber roupas de proteção, respiradores e capacetes e só poderão permanecer durante alguns minutos para evitar a exposição excessiva à radiação. Depois de sair, devem passar por dois exames de radiologia. Segundo a Associação Nuclear Mundial, o reator nº 4 ainda contém cerca de 200 toneladas de material altamente radioativo.

Mas o que é que os visitantes podem ver na sala de controlo? Em 2011, o The Guardian fez uma reportagem onde mostrava que a sala estava muito danificada, mas ainda existiam áreas intocadas. "Na parede, existem diagramas complexos, existem cabos desgastados a sair de buracos e fendas e há vidro partido", pode ler-se no artigo.

O próprio reator - seriamente danificado -  foi coberto por um arco de 32 mil toneladas, chamado New Safe Confinement, em 2018, para evitar a libertação de contaminantes radioativos.

O presidente da Ucrânia, Vladimir Volydymyr, decidiu que a região é oficialmente uma atração turística, muito devido ao pico de interesse na região após o lançamento da popular minissérie "Chernobyl" da HBO.

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