Há um novo tesouro do século XIX para descobrir em Sintra. O Palácio Biester abre ao público a partir de 30 de abril e dialoga diretamente com o restante património cultural de Sintra. Várias zonas do Palácio e do Parque oferecem uma vista privilegiada para o Castelo dos Mouros, ao mesmo tempo que a alguns minutos da entrada de baixo se pode encontrar a mística Quinta da Regaleira.

A edificação do Palácio Biester remonta às duas últimas décadas do século XIX, mas o misterioso e fascinante lugar do Palácio Biester na paisagem sintrense poderia fazê-lo figurar no ideário romântico de Lord Byron.

Encomendadas em 1880 a José Luiz Monteiro – nome singular no panorama da arquitetura moderna portuguesa – por Frederico Biester, as obras do Palácio terminariam dez anos depois. A decoração única, fonte simultânea de estilos artísticos diversos, carrega as assinaturas eméritas de Leandro Braga, mestre entalhador português, e do eclético artista italiano Luigi Manini.

No trabalho arquitetónico ímpar, que à abordagem funcional de Luiz Monteiro associa uma exuberância detalhista, e na decoração prenhe de entalhamentos minudenciosos e frescos vivíssimos, converge um mesmo espírito historicista e religioso, deliberadamente heterogéneo, que concede ao Palácio um carácter absolutamente comungante com o misticismo transversal à família Biester e à vila de Sintra.

O misticismo, sempre próximo e percetível, levou Roman Polanski a escolher o Palácio Biester para filmar a sua longa-metragem de 1999, A Nona Porta, com Johnny Depp e Frank Langella.

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