O Vjosa nasce nos Montes Pindos da Grécia, onde cruza a Albânia, serpenteando pela cordilheira dos Balcãs, até desaguar no Mar Adriático. Está no centro do que é conhecido como o Coração Azul da Europa, onde a bacia do rio pinta a paisagem com os seus afluentes.

Estão planeadas, atualmente, 36 barragens hidroelectricas a serem construídas no rio Vjosa. Em toda a região dos Balcãs, da Eslovénia à Grécia, já existem 1003 barragens, 188 estão a ser construídas e já há projetos para mais 2798. Os ativistas deram inicio a uma batalha ambiental para proteger o Vjosa, alertando para o facto de que estas construções colocam em perigo o caudal do rio, a vida selvagem e as comunidades locais, além de sufocar o comércio turístico.

Os ambientalistas chamam à atenção para a biodiversidade existente na região, que está em perigo: o salmão do Danúbio pode ser levado à extinção em pouco tempo e o lince balcânico está também muito ameaçado.

A Albânia, como muitos dos estados dos Balcãs, está a viver um período de expansão no número de visitantes, com viajantes atraídos pela beleza crua das suas montanhas, vales, florestas, rios e lagos. Desde 2000, as chegadas de turistas à antiga república socialista multiplicaram-se quase 13 vezes, chegando aos 4,1 milhões. Muitos consideram o país o último "segredo" do Mediterrâneo. Por este motivo, empresas de turismo da região não vêm com bons olhos esta construção que alterará por completo a paisagem do local.

Várias campanhas de sensibilização têm sido organizadas para tentar impedir a construção das barragens, e foi produzida uma curta-metragem sobre o Vjosa, chamada Adventures Not Dams, que pretende conseguir investimento para a criação de fontes de energia alternativas, como a energia solar.

Newsletter

Receba o melhor do SAPO Viagens. Semanalmente. No seu email.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.