O problema não é novo, mas ao que tudo indica está a agravar-se.

O emblemático mausoléu tem vindo a mudar de cor ao longo dos anos. As suas paredes, originalmente brancas, há alguns anos que começaram a adquirir um tom de amarelo. A situação agravou-se, no entanto, e o monumento, considerado uma das sete maravilhas do mundo, apresenta agora manchas verdes e castanhas. Este facto deve-se à humidade, aos altos níveis de poluição e aos excrementos de insetos que tingem o Taj Mahal. Um dos fatores que a agrava a situação é o rio Yamuna, localizado ao lado do Taj Mahal, que está contaminado por descargas industriais.

Sendo o Taj Mahal um dos edifícios mais importantes do país – recebe, diariamente, cerca de 70 mil pessoas – o Tribunal Supremo da Índia instruiu o governo a procurar ajuda internacional para ajudar a preservar o monumento.

As fotos do monumento, que denunciam a mudança na sua tonalidade, foram entregues por ambientalistas no Tribunal Supremo, e os juízes consideraram que as alterações são alarmantes. O tribunal alega que o governo da Índia não está a dar a devida importância ao assunto.

O tribunal aconselhou o governo indiano a procurar ajuda, quer a nível de especialistas nacionais como estrangeiros, para avaliar os danos e tomar as medidas necessárias para devolver ao Taj Mahal a sua cor original.

Claro que estas manchas podem ser limpas, o que tem acontecido ao longo dos anos. No entanto, esfregar o mármore de forma frequente faz com que este perca o brilho.

Para recuperar a beleza e o brilho das paredes, o Serviço Arqueológico da Índia (ASI) está a aplicar camadas de lama para remover a contaminação, uma técnica milenar, inspirada nos tratamentos de beleza feitos pelas mulheres indianas.

O Taj Mahal é considerado uma das maiores provas de amor da história. Conheça aqui a sua história.

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