A Ryanair está a ser acusada de ter obrigado Daisy Jarvis, uma menina autista, de 13 anos, a sair do avião com destino a East Midlands, no Reino Unido. A criança britânica, que estava a viajar de volta ao seu país com familiares, foi deixada em Portugal devido ao facto de a tripulação não ter acreditado que esta estava acompanhada por um adulto responsável, relata o jornal The Sun. De acordo com o jornal Metro, Daisy foi abordada por funcionários da Ryanair, dentro do avião, e convidada a sair.

A menina estava no voo de regresso a casa depois de ter viajado para o Algarve para celebrar o aniversário da avó. A sua mãe, Michelle Maddock, de 32 anos, sofreu uma hemorragia cerebral, pelo que ficou impossibilitada de viajar, tendo autorizado a a menina a viajar com vários tios, primos e a madrinha, através de uma declaração e da cópia dos passaportes da mãe e do pai. Michelle alega que foi a companhia aérea irlandesa que recomendou que o fizesse.

De acordo com o jornal britânico, a viagem de ida ocorreu sem sobressaltos, no entanto, o regresso foi muito diferente. Os funcionários consideraram que a menina não estaria devidamente acompanhada e convidaram-na a sair, depois de a jovem já estar sentada no seu lugar. Apesar da madrinha ter saído com ela, segundo a mãe, a menina ficou histérica e entrou em pânico.

A jovem e a madrinha acabaram mesmo por ter de abandonar o voo, tendo ficado “várias horas” no aeroporto de Faro a tentar resolver a situação.

A companhia aérea justificou-se, referindo que a reserva do bilhete de Daisy tinha sido feita em separado e não em conjunto com a de um adulto, como está nas regras da Ryainar. “Nenhuma criança com menos de 16 anos pode viajar sozinha na Ryanair”, disse o porta-voz da empresa garantindo que a adolescente e a madrinha foram recolocadas, no mesmo dia, num voo de volta a casa.

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