A seca na região de Zimbabué e Zâmbia, considerada a pior do século, tem vindo a reduzir a quantidade de água nas Cataratas de Vitória, uma das maiores atrações turísticas em África.

Embora a redução do volume de água seja normal nesta época do ano, as autoridades oficiais, citadas pelo The Guardian, afirmam que este ano a situação agravou-se e o caudal do rio Zambeze é, atualmente, o mais baixo desde 1995.

O presidente da Zâmbia, Edgar Lungu, afirma que a situação é uma prova do impacto do aquecimento global e das alterações e climáticas. Em entrevista à estação de televisão Sky News, Edgar Lungu alertou para o risco de se perderem maravilhas naturais como as Cataratas de Vitória, se não forem tomadas medidas sobre as alterações climáticas. No entanto, os cientistas são cautelosos em culpar categoricamente as alterações climáticas, uma vez que as variações sazonais nos níveis de água são situações comuns. Em declarações à Reuters, Harald Kling, especialista no estudo do rio Zambeze, afirma que "pode ser difícil dizer que algo aconteceu devido às mudanças climáticas, porque sempre existiram secas".

O alerta surgiu durante a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP25), que está a decorrer em Madrid, até dia 13 de dezembro. Vários líderes mundiais estão reunidos para discutir formas de interromper o aquecimento catastrófico causado pelas emissões de gases de efeito estufa provocadas pelo homem.

Victoria Falls - a pior seca do século vs. o estado normal das cataratas
Victoria Falls - a pior seca do século vs. o estado normal das cataratas créditos: AFP

Enquanto isso, o continente africano já sofre os efeitos das alterações climáticas, com falta de água e grandes prejuízos na agricultura que levaram a que cerca de 45 milhões de pessoas necessitem de apoio alimentar, devido à falta de colheitas. O caudal reduzido do rio Zambeze, que chega a estar praticamente seco em alguns lugares, também tem provocado dificuldades na produção de energia, levando a falhas de energia na Zâmbia e Zimbabué.

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