Tudo que Anthony Botta precisou foi de uma mochila e o seu telemóvel com o Tinder instalado. O jovem usou o Tinder Plus- a versão paga da aplicação – para conseguir escolher a cidade onde pretendia encontrar mulheres que o iriam hospedar.

Botta tem um canal no Youtube onde conta o seu dia-a-dia durante o TinderSurfing - CouchSurfing através do Tinder – e usava isso como forma de começar a conversa. De forma a iniciar a conversa, Botta dizia que a pessoa era a primeira que conhecia na cidade, depois enviava o link do vídeo, onde explica a ideia do TinderSurfing e simplesmente perguntava se o queria hospedar. Claro que muitas mulheres apenas lhe desejavam sorte, no entanto, muitas outras aceitavam imediatamente e ele acabava por ter onde dormir.

A mulher dos seus sonhos nem sempre estava à espera dele. Botta admite que não era muito "exigente", porque o que ele realmente queria era não ter de pagar hotel. Em entrevista ao The Independent, o jovem confessou que nem sempre encontrava mulheres atraentes como esperava. Muitas vezes estava desesperado por encontrar alguém que lhe desse um local para pernoitar e acabava por não fazer uma seleção.

A hospedagem às vezes era o melhor e outras vezes o pior da viagem. Em Munique, ficou na casa de uma mulher rica que vivia numa verdadeira mansão, com piscina, sauna, jacuzzi, na mesma rua onde viviam muitos jogadores do Bayern. Em Colónia, acabou por conhecer uma jovem, com quem chegou a pensar passar o verão todo. Apesar de ter acabado por decidir continuar a aventura, ainda mantêm contacto. Segundo o jovem, a pior experiência foi na Polónia, onde o apartamento era minúsculo e o duche servia para a anfitriã lavar os pratos.

Com a aplicação de relacionamento, o jovem conseguiu pernoitar na casa de 21 mulheres em 20 cidades de oito países: Bélgica, Holanda, Alemanha, Áustria, Hungria, Polónia, Eslováquia e República Checa. De todas as cidades que queria visitar, só não teve sorte em Viena, onde não conseguiu ninguém que o recebesse pelo que ficou em Bratislava, que ficava a apenas uma hora de distância.

A aventura foi tão positiva que o jovem já planeia a próxima, que desta vez será nos EUA ou na Nova Zelândia.

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