A ilha faz parte do Parque Nacional de Komodo, uma área de conservação entre as ilhas de Sumbawa e Flores visitada por mais de 176.000 turistas de todo o mundo, em 2018. A ideia de fechar a ilha de Komodo a visitas já tinha sido avançada pelas autoridades locais em abril, após vários contrabandistas terem roubado dragões de Komodo para os vender no mercado negro.

Agora, o plano foi aprovado e o território será encerrado em 2020, para salvar os maiores lagartos do mundo da extinção. Na ilha vivem cerca de 1700 dragões, mas também  há centenas de exemplares da espécie noutras ilhas próximas, como as de Rinca e de Padar, que permanecerão abertas a visitas.

Além de proteger os dragões, a iniciativa de fechar a ilha aos turistas visa também reduzir o risco de caça ilegal para permitir a recuperação dos veados, búfalos e javalis, animais que fazem parte da cadeia alimentar dos dragões  e cujas populações têm vindo a diminuir devido aos caçadores furtivos. O encerramento deverá durar, no mínimo, um ano, mas poderá ser prolongado.

Ilha de Komodo
Ilha de Komodo créditos: Pixabay

Quando a ilha reabrir, deverá ser com novas condições e como "destino turístico premium", embora não esteja prevista uma taxa de entrada - anteriormente foi sugerido na imprensa que a província planeava cobrar 500 dólares (450 euros) aos turistas.

Os planos para limitar os visitantes provocaram polémica na indústria do turismo na ilha, bem como entre os moradores que dependem de visitantes para subsistência.

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