Ao longo de quatro dias houve conferências, debates, música, artes visuais, conversas informais, performances e exibições de cinema, bem como contadores de histórias e momentos de participação da comunidade, num total de oitenta intervenções de cerca de 150 participantes. No final, a conclusão era uma: “a temática da água toca o dia-a-dia de cada um, mais não seja do ponto de vista da responsabilidade”, afirma Eduardo Vítor Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Gaia, abrindo algumas perspetivas sobre a próxima edição: “Dando seguimento às alterações climáticas e à água, queremos continuar a trabalhar nestas temáticas, adequando sempre uma visão global trazida por especialistas a uma tradução local dessas ideias”, seguindo, assim, a lógica defendida pela Agenda 21 – Pensar Global, Agir Local.

A autarquia de Gaia e a Liga para a Proteção da Natureza assinaram um protocolo, no decorrer do Fórum Internacional, onde se propunham lançar ações junto da comunidade sobre temáticas ligadas ao ambiente e à reutilização da água. O objetivo passa por apostar na educação ambiental como uma das ferramentas fundamentais para prevenir comportamentos desajustados e estimular o desenvolvimento de uma consciência ecológica que respeite os valores naturais, promovendo, em última instância, a cidadania. Este compromisso assumido acarreta uma necessidade de inovar e irá moldar as políticas dos próximos anos, “podendo ser replicado por outros municípios”, defende Eduardo Vítor Rodrigues.

A segunda edição do Fórum Internacional Gaia Todo Um Mundo foi a alavanca para este compromisso mas foi, também, o foco da expressão de muitas artistas. O português Rigo 23, por exemplo, pintou um mural no Centro Histórico com o objetivo de “chamar a atenção para a importância da água”, descrevendo-a como um “elemento intrínseco da cidade”.

Rigo 23
créditos: Susana Sousa Ribeiro

No campo musical, Gaia foi «invadida» pela country norte-americana das Maiden Radio, pelo folk de Joan Shelley, pela poesia em forma de música de Castello Branco, pelo rock de Bombino, pelo estilo pós-clássico de Alberto Montero, e muito mais. A capela do Convento Corpus Christi, a Mercearia do Bernardino, o Zé da Micha e o Armazém 22 abriram as suas portas para receber estes artistas e as multidões que os acompanhavam.

Das conferências saíram exemplos, testemunhos de força e histórias de vida inspiradoras, a começar pela de Lee-Anne Walters, vencedora de 2018 do Goldman Environmental Prize (equivalente ao prémio nobel do ambiente). “Cada um de nós tem que observar o de faz e a forma como interage com o mundo como um todo. Eu vi em primeira mão como uma ou duas pessoas podem destruir todo o ecossistema da água de uma cidade”, referiu a activista.

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