De acordo com as conclusões do relatório da Airbnb, enquanto a pandemia ainda estiver presente e limitar as deslocações, as viagens serão vistas sobretudo como uma forma de restabelecer a ligação com os entes queridos, através de um turismo mais familiar e íntimo, onde a segurança continuará a prevalecer.  O relatório, que tem como base inquérito aos consumidores americanos, mostra que uma das principais razões para querer ter acesso a uma vacina é poder voltar a viajar e restabelecer a ligação com os seus entes queridos.

"Assim que as pessoas perceberem que viajar é seguro, as viagens regressarão. Mas serão muito diferentes do período antes da pandemia. A viagem será vista como um antídoto para o isolamento e a desconexão. As pessoas não sentirão falta de tirar fotografias junto a monumentos ou de ficar em filas intermináveis para entrar numa atração turística. O que as pessoas querem é compensar o tempo perdido e passar tempo de qualidade com os seus entes queridos", escreveu o CEO da Airbnb, Brian Chesky, no relatório.

"O turismo de massas é na realidade uma forma diferente de isolamento: é anónimo, rodeado por outros viajantes e nunca experimenta realmente a essência e a cultura local de uma comunidade. O que as pessoas anseiam numa viagem futura é aquilo de que foram privadas: passar tempo inesquecível com a família e amigos", acrescentou.

De acordo com o mesmo inquérito, viajar por prazer é a atividade de que as pessoas mais sentem falta, mais ainda do que ir a bares e restaurantes, ou assistir a eventos desportivos ou outros eventos ao vivo, e só a ideia de viajar faz com que as pessoas se sintam mais felizes e com mais esperança.  A maioria dos inquiridos diz estar preparada para viajar novamente: 54% já fizeram reservas, ou planeiam ou esperam poder viajar em 2021.

Ainda assim, as motivações para viajar mudaram e passar tempo com os entes queridos sem distrações, tais como telemóveis e redes sociais, tornou-se agora a principal prioridade. De facto, de acordo com o mesmo inquérito, as viagens de que as pessoas mais sentem falta durante este tempo são as que têm como finalidade visitar amigos e familiares, enquanto que as viagens de negócios têm sido aquelas de que se tem sentido menos falta.

Pelo menos a curto prazo, os objetivos que motivam os viajantes são muito diferentes desde a sua última viagem pré-pandemia. Neste contexto, como mostra o mesmo inquérito, a sua primeira viagem pós-pandemia estará intimamente relacionada com a descoberta dessa sensação de calma e segurança, que é essencial neste momento.

Na segunda viagem que fizerem, os viajantes continuarão a ter como principal objetivo reforçar os laços com os seus entes queridos (32%), embora a descoberta de um novo destino ou experiência já esteja próxima das suas principais preferências (31%). Os mais jovens são os mais interessados em que esta segunda viagem esteja ligada a novas experiências ou destinos (35%), seguido por passar tempo com a família (31%) ou por estar perto da natureza (23%).

De acordo com este relatório, existem 5 tendências esperadas para 2021.

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