De acordo com o plano de desconfinamento estabelecido pelo Governo para o fim do estado de emergência, declarado no passado sábado, as bibliotecas e os arquivos poderiam abrir ao público a partir de dia 05 de maio, mas as duas instituições tiveram as suas equipas reunidas para definir regras e data de reabertura ao público.

A Biblioteca Nacional (BNP) será a primeira a abrir os seus serviços de atendimento presencial ao público, no dia 07 de maio, com medidas de proteção reforçadas, desde logo o uso obrigatório de máscara e desinfeção das mãos – como está, aliás, definido para todos os serviços de atendimento ao público – à entrada do edifício, segundo informação disponível na página da biblioteca.

O uso de luvas descartáveis não é obrigatório mas é recomendado para o manuseamento de livros, sendo as luvas fornecidas gratuitamente aos leitores em todas as salas.

Será também cumprida a limitação do número de pessoas em cada espaço e assegurada a desinfeção regular de pontos de contacto como portas, puxadores ou botões de elevador.

A BNP alerta que o uso das mesas de trabalho livre continuará temporariamente suspenso, por não servir atividades que só possam ser realizadas na biblioteca, o mesmo se passando com as salas de reuniões e eventos.

O serviço de bar/cafetaria vai continuar encerrado, pelo menos até dia 18 de maio, adianta a BNP.

Quanto ao Arquivo Nacional da Torre do Tombo (ANTT), tem uma situação um pouco diferente da BNP, porque, ao contrário da biblioteca, que “vive sobretudo da leitura presencial”, manteve sempre os serviços a funcionar, tendo suspendido apenas a leitura presencial, que será retomada na próxima segunda-feira, dia 11 de maio, disse à Lusa o diretor, Silvestre Lacerda.

“Nós continuámos sempre a prestar serviços aos utilizadores, como os pedidos de reprodução e digitalização de documentos, como certidões. Temos as portas abertas, com equipas mais reduzidas mas a trabalhar, temos cá equipas de restauro”, explicou o diretor do arquivo.

Também os arquivos distritais se mantiveram em funcionamento, tendo suspendido apenas os serviços de leitura presencial, que reabrem igualmente na segunda-feira.

Um dos motivos que justificaram esta espera foi o processo de aquisição de equipamentos de proteção individual, como as máscaras ou viseiras e álcool gel, que “foram hoje enviadas para os arquivos”.

Para o ANTT, foram pedidas mais de 350 máscaras - número correspondente ao de trabalhadores – para o caso de pontualmente alguém se esquecer e precisar de uma extra, adiantou.

As restantes medidas previstas, além da obrigatoriedade do uso de máscara e de desinfeção das mãos, são as medidas sanitárias determinadas para os serviços em geral, como o cumprimento da etiqueta respiratória, respeito pela distância de segurança e evitar a aglomeração de pessoas.

Exemplo disso são as visitas de estudo, que anteriormente eram realizadas para grupos de entre 15 a 20 alunos e que agora terão de ser mais limitadas.

Haverá também circuitos diferentes para os espaços de serviços pontuais, como os pedidos de certidão, e os de leitura continuada, na sala de leitura presencial, usada sobretudo por investigadores.

Para a leitura continuada, os interessados terão de fazer o pedido antecipadamente, enquanto para os serviços pontuais, haverá um técnico à entrada a fazer a triagem do público e a explicar quais os pedidos que podem ser feitos com meio eletrónico ou com acompanhamento na sala de referência, acrescentou o diretor.

Portugal entrou domingo em situação de calamidade, depois de três períodos consecutivos em estado de emergência desde 19 de março.

Esta nova fase de combate à covid-19 prevê o confinamento obrigatório para pessoas doentes e em vigilância ativa, o dever geral de recolhimento domiciliário e o uso obrigatório de máscaras em transportes públicos, serviços de atendimento ao público, escolas e estabelecimentos comerciais.

O novo coronavírus responsável pela pandemia de covid-19 já provocou mais de 254 mil mortos e infetou quase 3,6 milhões de pessoas em todo o mundo.

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