As autoridades de Veneza, Itália, fizeram mais uma tentativa de reduzir o impacto do turismo de massa ao proibir a abertura de lojas de comida take away na cidade. O regulamento evitará que novas lojas de pizza, kebabs e barracas de comida de rua sejam abertas em Veneza, assim como nas ilhas periféricas de Murano e Burano, pelos próximos três anos. Esta é uma medida que pretende diminuir a quantidade de lixo na cidade e dissuadir os turistas de comer nos degraus das igrejas, pontes históricas e bancos dos canais.

Esta é a mais recente de uma série de políticas introduzidas para conter o excesso de turismo em Veneza. Outros anúncios recentes incluem a segregação de turistas de locais, a proibição de navios de cruzeiro de um certo tamanho de atracar na cidade, uma taxa para os visitantes diários e a proibição da abertura de novos hotéis na cidade.

A proibição de fast food de Veneza acontece na mesma semana em que a Starbucks anunciou que abriria em breve a sua primeira filial italiana na antiga agência de correios de Milão, perto da Duomo, o que provocou uma reação dos moradores locais. Alguns usaram o Twitter para questionar o quão bem a cultura de colocar chantilly em cima de um café será recebida na casa do café expresso. A Starbucks deverá abrir em setembro. Mas a Itália não é o único país onde existem movimentos contra a fast food.

Em fevereiro de 2017, as autoridades da nação de Vanuatu, no Pacífico Sul, prometeram banir alimentos ocidentais importados numa tentativa de evitar potenciais problemas de saúde. A província de Torba pretende introduzir legislação que proíba todos os alimentos estrangeiros, com o objetivo de se tornar uma região totalmente orgânica até 2020. Luc Dini, chefe do conselho de turismo de Torba, disse ao jornal The Guardian, que no momento tinham uma disseminação de fast food que colocava em causa a saúde, e que não havia necessidade de comer alimentos importados quando existe alimento local cultivado de forma orgânica.

Em 2008, o "imposto Metabo" foi introduzido no Japão para controlar as taxas de obesidade, geradas pelo “boom” de fast food em todo o país. As pessoas entre 40 e 75 anos foram obrigadas a participar numa verificação anual da medida da cintura numa tentativa nacional de reduzir a obesidade. Os empregadores precisavam garantir que 65% dos seus funcionários participassem nessa verificação. As empresas que tivessem um certo número de trabalhadores com tamanhos excessivos de cintura ficavam sujeitas a uma pesada multa.

Nestes 10 países não vai conseguir comer um Big Mac, pois o McDonalds foi banido.

Vários governos impuseram o chamado "imposto sobre gorduras" para reduzir o consumo de fast food. Kerala, na Índia, introduziu um imposto de 14,5% sobre fast food, enquanto o México acrescentou sobretaxas à venda desta comida e bebidas gaseificadas. França, Noruega e Austrália também introduziram impostos para combater o impacto do consumo crónico da chamada "comida de plástico".

No Reino Unido, lojas de fast food podem, em breve, ser banidas se estiverem perto de escolas. Os médicos do Colégio Real de Pediatria e Saúde Infantil do Reino Unido pediram recentemente que lojas de fast food sejam proibidas de abrir a 400 metros de escolas.

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