Percorra a galeria de imagens e descubra alguns dos muitos castelos que povoam esta zona do Alentejo.
@ Jma Dreamstime | Em 1160 D. Afonso Henriques conquistou a primitiva povoação de Cabeço de Vide aos Muçulmanos, mas por pouco tempo, já que 30 anos depois os Mouros a reconquistaram e destruíram. Mais tarde, quando Portugal reconquistou definitivamente o território, a povoação foi reconstruída e erguido o presente castelo. O foral novo seria atribuído por D. Manuel I em 1512. Desde 1932 que Cabeço de Vide integra o município de Fronteira, cuja fundação é atribuída ao Rei D. Dinis, que ali mandou também construir um castelo, do qual hoje restam apenas algumas ruínas. No concelho de Fronteira encontra-se o lugar onde decorreu a Batalha de Atoleiros (1384), na qual as forças castelhanas foram derrotadas pelo exército comandado por D. Nuno Álvares Pereira, num dos episódios decisivos para a manutenção da independência portuguesa durante a chamada crise de 1383-1385.
@ Zts Dreamstime | Em 1259 o rei D. Afonso III concedeu o foral à vila e terá mandado construir as primeiras fortificações, mas foi o seu filho, D. Dinis, quem reforçou e ampliou as defesas de Portalegre, fruto da necessidade de proteger a fronteira dos domínios de Castela. Na dupla muralha da vila, edificada por D. Dinis e posteriormente modificada, existiam 7 portas, das quais restam apenas três. Destacam-se ainda a Torre de Menagem e vários troços da muralha. Do reforço defensivo erguido no século XVII subsistem três fortins diante das muralhas medievais às quais se ligavam, criando uma defesa em forma de estrela, muito em voga na época.
@ Zts Dreamstime | Na sequência da crise sucessória, que levou a uma disputa entre os irmãos D. Afonso Sanches e D. Dinis, a primitiva vila de Nisa foi saqueada e incendiada, ficando totalmente destruída. Assim, quando D. Dinis assumiu a regência do reino decidiu reerguer a vila num local próximo. A reconstrução da vila ficou a cargo da Ordem do Templo, a quem já havia sido doada, por D. Sancho I a vila primitiva. Foi então que foi construído entre os anos de 1290 e 1296 um castelo com seis torres e portas. Aquando da Guerra da Sucessão Espanhola Nisa foi ocupada pelas tropas inimigas que causaram bastantes estragos nas defesas da vila. A somar a isso, o desenvolvimento urbano também contribuiu para que parte das estruturas medievais fossem destruídas. Atualmente subsistem duas das seis portas originais, bem como alguns troços das antigas muralhas.
@TripAdvisor | Foi construído com o intuito de defender a fronteira dos ataques Muçulmanos, após D. Afonso Henriques conquistar a povoação e lhe atribuir a Carta de Foral (1168). Mais tarde D. Dinis havia de o reconstruir quando doou este território à sua esposa, D. Isabel conhecida por Rainha Santa, como dote de casamento. Voltaria a ganhar destaque nos séculos seguintes, protegendo a fronteira, no âmbito das várias disputas com Castela. No contexto da Guerra Peninsular, aquando da chamada Guerra das Laranjas (1801) o castelo medieval foi destruído por uma violenta incursão das tropas espanholas. Atualmente restam apenas a torre de menagem e algumas muralhas.
@José Porras CC BY 3.0 | A construção deste castelo remonta aos primórdios da nacionalidade, aquando da Reconquista Cristã da Península Ibérica. A sua reconstrução sob o reinado de D. Dinis insere-se numa estratégica clara: faz parte da primeira linha de detenção, pós Tratado de Alcanizes (1297) que vai de Montalvão a Elvas. Como quase todas as fortificações de primeira linha de detenção, foi-se transformando ao longo do tempo, procurando responder às novas tecnologias de guerra, resultando numa sobreposição de fortalezas. Dadas as suas dimensões gigantescas, a sua localização ímpar e um estado de conservação exemplar, este castelo é um dos mais interessantes do país, para visitar.
Castelo de Belver CC BY-SA 3.0 | Erguido no alto de um monte granítico o castelo de Belver é considerado um dos exemplos mais completos da arquitetura militar medieval portuguesa. A sua construção remonta à época da Reconquista Cristã da Península Ibérica, quando o rei Sancho I doou estas terras à Ordem de Malta para aqui construir um castelo. Durante o reinado de D. Sancho II era aqui que se guardavam os dinheiros do tesouro real. Sob o reinado de D. João I (1385 – 1433) as guerras com Castela renovaram a importância estratégica deste castelo, pelo que D. Nuno Álvares Pereira, o Condestável, mandou reconstruir as suas primitivas defesas. Diz a tradição popular que o poeta Luís Vaz de Camões terá estado aqui encarcerado no ano de 1553.
@ TripAdvisor | A construção deste castelo data do séc. XI, quando D. Sancho II doou estas terras à Ordem de Malta que ficou com a obrigação de as fomentar e fortificar. Aqui casou o rei Manuel I com a sua terceira esposa (1518) e também D. João III com Catarina de Áustria (1525). No entanto, no decorrer da Guerra da Restauração da Independência Portuguesa a vila foi cercada e conquistada pelas tropas espanholas, que destruíram o castelo e demais defesas. Os séculos seguintes acentuaram a ruína do castelo e atualmente apenas subsistem alguns vestígios.
CC BY 2.0 | Quando D. Afonso Henriques conquista Elvas pela primeira vez, em 1166, esta já se encontrava fortificada pelos muçulmanos. Em 1228 é emitido o primeiro foral da cidade e as obras na alcáçova ter-se-ão iniciado entretanto, prolongando-se até ao século XIV, altura em que se define a configuração da praça deste castelejo e se começa a reedificar uma cerca urbana. Atualmente, integra um impressionante conjunto defensivo erguido ao longo dos séculos. Trata-se de uma série de fortificações reconhecidas pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade.
@ MarioM Public Domain | Foi mandado construir por D. Dinis, no início do séc. XIV. No âmbito da Guerra da Restauração da Independência portuguesa foi alvo de alterações significativas com vista a adapta-lo à artilharia moderna. Posteriormente, a praça foi cercada e conquistada durante a Guerra da Sucessão Espanhola (séc. XVIII), ocupada sem resistência durante a chamada Guerra das Laranjas (séc. XIX)) e, por tropas francesas durante a Guerra Peninsular (séc. XIX).
@ joaomartinho63 CC BY SA 3.0 | Em 1310 D. Dinis concedeu a Carta de Foral à vila e mandou reconstruir o seu castelo. Mais tarde D. João II (séc. XV) ampliou-lhe as defesas incorporando toda a vila dentro das suas muralhas. No contexto da Guerra da Restauração da Independência Portuguesa (séc. XVII) houve necessidade de converter a fortificação numa verdadeira praça-forte. Durante a Guerra da Sucessão Espanhola resistiu a um cerco de 36 dias imposto pelas tropas de Castela, mas os danos sofridos foram grandes e houve necessidade de a reconverter numa praça de menores dimensões mas com maior operacionalidade. Durante a Guerra Peninsular caiu após um cerco de 18 dias diante das tropas de Napoleão, para ser retomada, 4 dias mais tarde, pelas forças luso-inglesas.
@ Município de Avis | Terá sido construído entre 1214 e 1223, durante o reinado de D. Afonso II, em plena época da Reconquista Cristã da Península Ibérica. A sua construção deveu-se à Ordem Militar de São Bento de Avis, uma Ordem Religiosa Militar portuguesa criada para defender a cidade de Évora dos Mouros, a quem haviam sido doadas estas terras com a condição da Ordem as povoar.
@ Município de Arronches | O castelo de Arronches terá sido mandado restaurar por D. Dinis em 1310. Mais tarde acabaria por ficar arruinado devido ao uma explosão no paiol de pólvora e ainda por ter sido vítima de um ataque Espanhol. Parte dos muros do antigo castelo foram incorporados noutros edifícios, pelo que apenas uma das suas torres chegou até aos dias de hoje.
@ Sacavem CC BY SA 3.0 | Este castelo data de 1359, quando o rei D. Pedro I determinou a reconstrução da fortaleza primitiva, que havia sido erguido no contexto da Reconquista Cristã da Península Ibérica. Sob o reinado de D. João I (1385-1433) os domínios da vila e do castelo foram atribuídos a D. Nuno Álvares Pereira pelos serviços prestados ao rei, já que o Santo Condestável foi quem ajudou o monarca a tornar-se regente e salvar a independência de Portugal, face às ameaças de Castela.