Um pouco por todo o país, incluindo as ilhas dos Açores, existem vários lugares abandonados por humanos e deixados à sorte do tempo. Estes lugares estão carregados de histórias e, em alguns casos, de esperança de renovação.
Se é daqueles viajantes destemidos, que gostam de adrenalina e histórias fantásticas, então siga viagem para a fotogaleria abaixo:
Este bonito palácio, datado do século XVIII, pertencia a Manuel Martins Gomes Júnior, um homem conhecido como o Rei do Lixo, que fazia dinheiro a vender e comprar isso mesmo, lixo. Atualmente pertence à empresa Xavier de Lima, sem planos para o reabilitar. Créditos: Wikimedia Commons
A sua construção começou em 1915 e sofreu várias intervenções até à década de 1990. Atualmente, continua num imbróglio entre batalhas judiciais para decidir quem é o proprietário. Créditos: Wikimedia Commons
O hotel, localizado nas Sete Cidades, nos Açores, foi inaugurado em 1989 na ilha de São Miguel e empregava mais de cem pessoas, mas fechou pouco tempo depois por ausência de lucro. A unidade teve até 2010 segurança em permanência, mas ficou posteriormente ao abandono, sendo vandalizado e saqueado. A boa notícia é que deverá abrir em 2021 como unidade hoteleira de cinco estrelas. Créditos: Wikimedia Commons
Um edifício que pertencia à Ordem dos Frades Menores, mas acabou por ser abandonado devido ao seu difícil acesso. Créditos: Wikimedia Commons
Situado junto ao rio Mondego, data de 1162, foi fundado por D. Afonso Henriques. Embora esteja atualmente bastante degradado, destaque para a Igreja, considerada a parte mais interessante do conjunto edificado. Depois foi uma casa de família e uma fábrica. Agora está devoluto e ao abandono. Créditos: Wikimedia Commons
Este convento franciscano, fundado em 1631 por Pero da Silva, que depois foi vice-rei da Índia, foi destruído durante o grande terramoto de 1755. Créditos: Wikimedia Commons
Nesta unidade, construída no início do século XX, chegavam pessoas com tuberculose. Depois, parte do edifício transformou-se no Hospital da Guarda, mas outra parte (como a que está na fotografia) continua em ruínas. Créditos: Lugares Esquecidos
Era uma espécie de clínica que recebia doentes reumatológicos e artríticos, mas as instalações foram abandonadas em 1998, alegando falta de dinheiro para restaurar por dentro. Créditos: Torres Vedras Web
Começou por ser restaurante, depois um bingo, escritório e até um armazém de materiais de construção civil. Atualmente é só um edifício devoluto, mas também um miradouro oficialmente reconhecido que permite uma vista panorâmica sobre Lisboa. Créditos: YouTube
Destinada ao comércio de relógios e/ou peças relacionadas com relojoaria, esta oficina gigante foi inaugurada em 1892. Nesta altura, a fábrica chegou a empregar mais de mil pessoas. Hoje, a maior parte do edifício está ao abandono, mas ainda tem uma pequena oficina de reparação de relógios no seu interior. Créditos: Wikimedia Commons
Foi construído no século XIX e pertenceu a uma família de viscondes e agora está à venda em péssimas condições de conservação, estando algumas partes do chão caídas. Encontra-se à venda por quase 600 mil euros. Créditos: Vítor Oliveira/Flickr
Um imponente edifício que ocupa um quarteirão inteiro e que não deixa ninguém indiferente em Espinho. Degradou-se porque os herdeiros do antigo proprietário e a Câmara Municipal nunca chegaram a um acordo em relação ao futuro da obra. Créditos: Projeto 20 incríveis lugares abandonados em Portugal – ruin’arte
Começou por pertencer a um conde espanhol e no início do século XX As suas águas tinham um grau de radioatividade bastante alto. Os seus efeitos medicinais eram engarrafadas e exportavam-se para a Europa no início do referido século. Existe projeto para construir um hotel de luxo a partir das atuais ruínas. Créditos: Pedro Alexandre/Olhares
Situada a 800 metros de altitude, na Serra do Caramulo, Tondela, chegou a ser a maior e melhor estância sanatorial de Portugal, mas acabou por sucumbir à evolução dos medicamentos. Créditos: Hugo Lamelas/Flickr
Fundado em 1692, foi o último mosteiro ou convento cisterciense a ser criado em Portugal. É monumento considerado imóvel de interesse público pelo Estado português desde 1971. Esteve ativo durante 150 anos, mas acabou por ser abandonado. Contudo, existem esperanças que, um dia, possam voltar a abrir as portas. Créditos: Vítor Ribeiro/Flickr
Construído na segunda metade do século XIX, este palácio (inacabado) esteve sempre na posse de clientes particulares. Depois foi confiscado pelo Banco do Algarve devido à crise financeira de 1929 à família que o comprara. Hoje está fechado e abandonado. Créditos: YouTube
Apesar de ser a casa de um professor, nunca foi habitado por um. Começou por pertencer a um médico rico da região, passou para um empresário muito acarinhado e acabou nas mãos do sobrinho deste último, que o deixou ao abandono. Esta asa lindíssima de estilo romântico foi construída no início do século XX. Créditos: Raurino/Olhares
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