Nem só de praias paradisíacas, monumentos e museus vive o turismo.
Hoje em dia há quem viaje para assistir a um espetáculo, outros para a prática de desporto, e ainda os que optam pelo enoturismo, só para nomear alguns. Depois, há os que viajam em busca do perigo.
Isso mesmo, percebeu bem. Fazem quilómetros e sujeitam-se às condições mais adversas, só para desafiar o perigo e voltar para contar a história.
Estamos a falar de desertos, jardins venenosos, crateras em chamas ou cidades carregadas de radioatividade. Alguém se atreve? Talvez seja mais seguro ver só à distância e o melhor de tudo é que estão todos à distância de um clique na fotogaleria abaixo.
Entre Barden Tower e a Abadia de Bolton em Yorkshire na Inglaterra, há um pequeno trecho do rio Wharfe conhecido como Bolton Strid ou simplesmente The Strid. Apesar de estreito, tem uma profundidade imensa e correntes fortíssimas, tornando-o bem mais ameaçador do que pode parecer. Não acredita? Dizem os habitantes da região que todas as pessoas que se atreveram a mergulhar nestas águas não saíram para contar como foi.
O acidente nuclear ocorrido na central nuclear de Chernobyl em 1986 dispensa apresentações. As cidades próximas como é o caso de Pripyat tiveram de ser imediatamente evacuadas. Hoje em dia, embora desaconselhado por se registarem ainda altos níveis de radiação, é possível visitar esta cidade fantasma e ver de perto as consequências do maior acidente nuclear de sempre.
Em 1971, enquanto cientistas da União Soviética procuravam petróleo na região de Darvaz, o chão cedeu e abriu-se uma enorme cratera de onde exalava gás em vez de petróleo. A solução encontrada para eliminar o gás foi queimá-lo e desde essa altura o fogo no interior da cratera ainda não se extinguiu. É uma imagem poderosa de se ver, havendo até quem lhe chame "A Porta do Inferno".
Este arquipélago formado por mais de 20 ilhas e ilhotas vulcânicas a sul de Tóquio é uma verdadeira bomba-relógio para quem lá vive. Em 1953 o monte Miyake-Jima entrou em erupção, provocando a morte 31 pessoas e obrigando muitas outras a abandonar o local devido à emissão de gases tóxicos. Em 2005 o governo autorizou os habitantes a regressar às ilhas Izu sob a condição de usarem máscaras para evitar inalar esses gases tóxicos. Esta história atrai obviamente muitos curiosos que se aventuram a uma visita.
Têm a estrutura dos comuns vulcões mas expelem lama em vez de magma. Pode parecer inofensivo mas quando um destes vulcões entra em erupção a lama é projetada a centenas de metros de altura, tornando-o extremamente pesada e, por isso, perigosa ao cair no solo.
"Tsingy" traduz-se como "lugar onde não se anda descalço". O nome faz jus a esta floresta composta por pontiagudos picos calcários que podem chegar aos 100 metros de altura. Se decidir arriscar uma visita já sabe, não vá de pés descalços.
Este lugar é resultado da junção de duas placas tectónicas (africana e arábica) sob as quais existe uma enorme atividade vulcânica, nada mais nada menos do que doze vulcões. A fissura tende a alargar-se cada vez mais e por vezes é possível até ver a lava a borbulhar e sentir pequenos tremores de terra.
São mais de 100 espécies de plantas com uma coisa em comum, todas elas são venenosas. As mais perigosas estão fechadas em gaiolas, qual animal selvagem. O jardim só pode ser visitado com guia e a recomendação é sempre a mesma, não tocar ou sequer cheirar qualquer uma das plantas.
Não se deixe enganar pelo aspeto paradisíaco deste atol composto por 36 pequenas ilhas. Aqui foram realizados vários testes nucleares pelos EUA após a Segunda Guerra Mundial, entre 1946 e 1958. No início dos anos 70 os antigos habitantes regressaram ao atol Bikini mas voltaram a ser retirados por se verificarem ainda altos níveis de radiação, permanecendo desabitado até hoje.
Situado no nordeste da Etiópia perto da fronteira com a Eritreia, o deserto de Danakil é o local mais quente e seco do mundo. A temperatura média é de 32ºC, mas pode chegar aos 60ºC. Como se não bastasse possui imensas cavernas, géiseres e gases tóxicos. Aqui além de desaconselhado, é expressamente proibido visitar o local sem o acompanhamento de um guia.
Situado na Península do Kamtchatka, é uma área relativamente pequena com apenas dois quilômetros de comprimento e 500 metros de largura. A mistura de gases tóxicos que se acumulam nas terras baixas do vale sem vento para os dispersar torna-se fatal, chegando a provocar a morte de diversos animais e até de algumas pessoas.
Situado na bacia do alto rio Amazonas possui alguma da fauna e flora mais exuberante e venenosa do mundo. Por esse motivo é necessário extremo cuidado, pois o simples toque numa planta pode ser fatal.
Com 1917 metros de altitude é o ponto mais alto da região nordeste dos Estados Unidos da América. Aqui as condições atmosféricas são tão adversas que afastam até os mais aventureiros. O vento sopra com frequência a mais de 300 quilómetros por hora e as temperaturas atingem mínimos de bater o dente. O seu recorde de temperatura é de -45.6°C, mas a sensação térmica causada pelo vento é de -75.0°C.
É, não só o local mais quente dos Estados Unidos da América, como um dos mais quentes do mundo, detendo o recorde de detém o recorde de temperatura do ar mais alta registada na Terra com 56,7°C. Além de quente é seco e árido, sendo estas condições tão adversas responsáveis por inúmeras mortes no local durante a “Grande Corrida do Ouro” no final do século XIX, facto que acabou por lhe dar o nome de Vale da Morte.