Kieron Connolly acaba de publicar um livro chamado "Abandoned Castles" [Castelos Abandonados], que explora as fortalezas esquecidas mais espetaculares do mundo, sendo também símbolo de civilizações poderosas que foram apagadas do mapa.
Foi residência dos lordes de Stein zu Allenstein entre os séculos XIII e XVIII, data em que a família se mudou para outro local, deixando este castelo ao abandono. Encontra-se a cerca de 40 quilómetros de Bamberg.
Um dos três castelos existentes em Ribeauvillé. Originalmente designado como castelo de Ribeaupierre, o nome da poderosa família que o habitava. A família Ribeaupierre usou-o como residência até ao século XVI, estando abandonado desde essa altura.
O termo Krak designa um tipo de fortificação construída nos séculos XII e XIII, pelos Cruzados, nas atuais Síria e Palestina. É um dos castelos medievais mais bem preservados do mundo, estando classificado pela UNESCO como Património Mundial desde 2006.
Construído no século XII, viu o seu declínio chegar no ano de 1780, em que sofreu um incêndio. Atualmente, é um dos maiores castelos em ruínas da Europa Central, distinguido como Património Mundial da UNESCO em 1993.
Localizado no topo de uma montanha, a sua torre de vigia constituía um excelente ponto de avistamento militar e de comunicação. Ironicamente, nunca testemunhou uma batalha, tendo sido destruído no século XV por um terramoto.
Uma fortificação imponente, construída a 95 quilómetros de Paris, na margem do rio Sena. Mandado construir por Ricardo I de Inglaterra no século XII, era considerado impenetrável até ser tomado pelos franceses em 1204. Encontra-se abandonado desde o século XVI.
Ocupando uma posição dominante sobre a serra de Loarre, foi construído no século XI, de forma estratégica, para controlar as férteis terras agrícolas da planície. Impecavelmente bem conservado, foi utilizado como cenário no filme "Reino dos Céus" de Ridley Scott.
Erigido no século XIII, pertencia ao clero de Clermont. Durante a Guerra dos Cem Anos, foi ocupado por Bernard de Garlan, que lá viveu durante sete anos, roubando e aterrorizando a população local. Como vingança, os locais incendiaram o castelo.
Se há coisa que não falta na Escócia são magníficos castelos, mas as ruínas do castelo de Dunnottar, no topo de uma falésia, constituem, sem dúvida, um dos cenários mais espetaculares. Digno de filme, foi aqui que foi filmado o filme Hamlet, de 1990, com Mel Gibson e Glenn Close. É, atualmente, propriedade privada, mas está aberto ao público para visitas.
Erigido em 1270 nas planícies junto ao rio Carew, com quem partilha o nome. Durante a Guerra Civil Inglesa, mudou de mãos três vezes, até ser parcialmente destruído pela fação parlamentar.
Construído em calcário, por ordem do rei polaco Casimiro, O Grande. Invadido inúmeras vezes ao longo dos anos, foi apenas em 1655, quando foi tomado pelos suecos, que se iniciou a sua fase de decadência.
Situado no lago Awe, numa pequena ilha, é uma visão espetacular e imponente para quem passeia pelo lago. Em 1760 foi atingido por um raio, ficando visivelmente danificado. Atualmente pode ser visitado durante o verão.
No limite do Oceano Atlântico, residem as ruínas deste castelo construído no século XVI e destruído em 1652 durante a Guerra Civil Inglesa. O que restou do castelo foi tomado pela natureza, a hera cresceu pelas paredes e a o chão está agora coberto de erva.
Construído com o objetivo de defender a ilha de piratas africanos, foi destruído pelos britânicos em 1796. Apesar de o terem destruído, copiaram o seu desenho para a construção das torres Martello espalhadas por todo o Império Britânico.
Traduzido literalmente como "forte da Colina", é uma das mais amplas ruínas de um castelo medieval na Irlanda do Norte. Localizado na extremidade de um afloramento de basalto é possível aceder ao castelo por uma ponte. Os penhascos que o rodeiam tornam a paisagem magnífica e dramática em simultâneo.
Construída sobre uma colina de granito de 120 metros de altura, o seu nome deriva do termo telugo "Golla Konda", que significa "colina do pastor". Esta cidade fortificada ficou conhecida pelo comércio de diamantes, sendo originário daí o famoso diamante Koh-i-Noor possuído pela Rainha Vitória.
Este forte, Património Mundial da UNESCO, foi construído com o objetivo de afastar os piratas, quando os espanhóis começaram a enviar ouro desde o Peru até ao Panamá, ao longo do Pacífico. No entanto, no século XVIII esta rota tornou-se obsoleta e o forte deixou de ser utilizado.
Também conhecido como Forte de Ambleteuse, foi construído no final do século XVII, sob as ordens do rei Louis XIV. O objetivo desta construção seria a defesa do porto do estuário do rio Slack, onde se encontra. Durante a Segunda Guerra Mundial chegou a ser ocupado pelas forças alemãs.
Este castelo fortaleza, datado do século XVII, esconde muitos segredos, alguns deles ainda por revelar. Mandado construir por Krzysztof Ossoliński, um político polaco apaixonado por magia negra, acredita-se que muitos pormenores da construção escondem significados ocultos. Invadido por suecos e ocupado por russos, o castelo foi então abandonado em 1787.
Este castelo, datado do século XVI, foi outra das vítimas da Guerra Civil Inglesa, destruído por canhões e com todos os sobreviventes assassinados. As suas ruínas permanecem vigilantes sobre o mar da Irlanda para que a História nunca se esqueça.
Esta isolada construção foi edificada pelos britânicos durante as Guerras Napoleónicas, como um forte anti-invasões. As suas ruínas são atualmente uma das atrações da pequena vila com o mesmo nome, onde habitam menos de cem pessoas.
Construído entre 1838 e 1845, sobre uma ilha artificial, originalmente para defender São Petersburgo, teve ao longo dos anos diversas funções. Em 1897 foi convertido num laboratório para investigação de doenças infecciosas, durante a era soviética foi utilizado como armazém da Marinha e no início dos anos 2000 transformou-se em local de raves e festas particulares.
Localizado na ilha Pollepel, em pleno rio Hudson, foi desenhado e mandado construir por Francis Bannerman para se assemelhar a um castelo, mas funcionava na verdade como um armazém de venda de excedente militar ao público. Após a mudança nas leis contemplando a venda de armamento militar, o castelo foi abandonado, encontrando-se atualmente em ruínas.
Situado a 2850 metros de altura, no meio dos Alpes franceses, encontra-se esta fortaleza militar datada de 1889. Praticamente impenetrável e de difícil acesso, uma vez que a estrada que conduz até ao cimo da montanha onde se encontra o Forte está interdita grande parte do ano.
Todas as fotografias foram retiradas do livro "Abandoned Castles" de Kieron Connolly, editado pela Amber Books Ltd, em julho de 2017.
"As sociedades são como um corpo: os séculos passam e o corpo vai ficando mais fraco. Mas um castelo é como um crânio ou até os dentes, resistem ao tempo, dando-nos algumas pistas sobre o passado”, explica o autor em declarações à CNN Travel.
O livro de Connolly mostra castelos por todo o mundo, que resistiram ao longo do tempo, incluindo fortalezas militares do século XIX nos Alpes franceses, castelos do século XIII nas Terras Altas da Escócia ou até uma fortaleza medieval na Síria.
As fotografias apresentadas na galeria acima foram extraídas do livro de Kieron Connolly.