É impossível não reparar que, nas enormes lajes de granito, situadas no centro da vila de Soajo, sobressaem os 24 espigueiros de granito, que são uma das maiores atrações turísticas desta área.

A chamada Eira Comunitária do Soajo tem 24 espigueiros com vista para a serra e montes verdes. Apesar de serem de alturas diferentes, um dos mais antigos é datado de 1782. Desde 1983 que o conjunto de espigueiros do Soajo está classificado como Imóvel de Interesse Público pelo IGESPAR (Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico).

Para que eram usados os espigueiros e porquê esta configuração específica? Os espigueiros eram (e ainda são!) utilizados para secar o milho.

São colocados em sítios estrategicamente mais altos para que os animais não comam o sustento das populações. Para afastar os roedores, que conseguiam trepar, instalaram de forma astuta umas rodas também de pedra.

As paredes dos espigueiros têm pequenos rasgos para o ar circular entre as espigas, que vão ficando empilhadas no interior e, no cimo, têm uma pequena cruz que mostra a devoção das populações e o pedido de proteção divina para os seus cultivos. Ainda hoje alguns destes espigueiros são usados pela comunidade local.

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O que visitar no Soajo:

- Os espigueiros da Eira Comunitária

- Passear pelas ruas por onde passam cursos de água

- Centro da vila

- Pelourinho que é Monumento Nacional

- Igreja Matriz

- Provar o Pão-de-ló de Soajo

- Provar a gastronomia local num dos restaurantes

- Fazer um dos percursos pedestres nas imediações

- Ficar a dormir numa das casas de turismo rural.

- Visitar outros pontos de Arcos de Valdevez

- Visitar a Porta do Mezio

A Porta do Mezio fica a cerca de 10 minutos de carro do centro de Soajo e é também um local com atividades e onde pode ter mais informações sobre o que visitar. É uma das portas do Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Onde comer no Soajo?

Na vila do Soajo, o Restaurante Saber ao Borralho está integrado numa casa com vista para os montes da Peneda Gerês e famosos espigueiros no fundo do vale.

Provei as carnes assadas na brasa mas mesmo (mesmo!) bom estava o arroz. Só o arroz era uma refeição, cheio de chouriças e legumes, cremoso e maravilhoso.

Alguns pratos só confecionam por encomenda e estão dependentes da época do ano. No outono, são servidos os rojões com castanhas; no inverno, as papas de sarrabulho e o cozido à portuguesa. E, na primavera, servem o arroz de paio com bacalhau frito.

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