Depois da construção da mega barragem - a segunda maior do mundo! - houve um reflorestamento integrado, no que já existia da floresta nativa.

O objectivo deste local é contribuir para a conservação ambiental e fazer com que o visitante se sinta muito próximo da natureza. Para isso, são desenvolvidas ações de pesquisa e reprodução de animais selvagens que foram desalojados com a barragem.

Os edifícios que vai encontrando no Refúgio Biológico são feitos com materiais locais. Tudo se aproveita: pedras e materiais certificados, com eficiência energética, como racionamento de água e energia, tratamento e reciclagem de resíduos, etc.

As magníficas cataratas de Foz do Iguaçu
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Ao longo do ano vão existindo muitas atividades de Educação Ambiental e Patrimonial, que pretendem sensibilizar os mais novos para a proteção dos ecossistemas e da floresta.

No Refúgio pode fazer a Trilha da Sustentabilidade, que tem cerca de 300 metros. Aqui, vai conseguir observar conceitos sustentáveis de edificações amigas do ambiente, com telhado verde e pedras da região, por exemplo.

Também há a Trilha dos Sentidos, a Trilha dos Animais (onde se podem ver animais e plantas típicas do Oeste do Paraná), um viveiro florestal e um horto de plantas medicinais com mais de 120 espécies.

O chamado Criadouro de Animais Silvestres da Itaipu tem, em cativeiro, cerca de 200 animais de mais de 30 espécies, muitas delas ameaçadas de extinção.

A tranquilidade e o golfe em Foz do Iguaçu
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Estão a viver em dezenas de recintos, muito espaçosos e, pelo que vi de perto, muito apropriado para que os animais possam ter bastante liberdade de movimentos. As aves, por exemplo, têm espaços com grades mas são muito altos e espaçosos.

Outros animais nem precisam de grades e estão em liberdade só com lagos a separarem-nos dos visitantes. Aqui funciona também um hospital veterinário onde, muitas vezes, é feita a reabilitação de animais selvagens feridos na região.

Pelo passeio dentro do que é o espaço do Refúgio Biológico, descobrem-se outros locais diferentes. É o caso Portinho, onde é feita a criação de peixes e onde são feitas análises para aquicultura. Dentro do recinto de toda esta área protegida passa o Canal da Piracema que permite que os peixes migradores do rio Paraná cheguem até às áreas de reprodução e berçários naturais acima da barragem. O canal tem mais de 10 quilómetros de extensão.

Informações


Preços, horários e outras informações aqui. É aconselhável reservar com antecedência.

Leve chapéu, calçado e roupa confortável, protetor solar e repelente (apesar de, quando fui, não ter encontrado quase mosquitos).

Telefone: 0800 645 4645


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Esta viagem conta com o apoio da TAP e Visite Iguaçu.