Depois de três voos e um dia em viagem, cheguei à Malásia! E não há nada melhor, para nos acordar, do que perder todos os documentos e dinheiro dentro do avião. Não foi bem perder... foi ter deixado a bolsa em cima do banco. Apareceu tudo direitinho, mas não sem ter aquele momento de grande stress, em tentar perceber que teria de cancelar todos os cartões.

Chegar à noite a Kuala Lumpur tem as suas vantagens. Não há trânsito na estrada, entre o aeroporto e o centro, e torna-se uma viagem fácil de fazer. Em cerca de uma hora, estamos no centro da cidade e à procura da guesthouse, no meio de um bairro cheio de restaurantes locais.

Só estão homens nas esplanadas, mas ninguém estranha a presença de mulheres, de mochila às costas, na rua, a uma hora já tardia. Habituados aos milhões de turistas que visitam a capital, os malaios são muito acolhedores e nos restaurantes somos recebidas com uma simpatia desarmante.

Depois de umas horas de sono (e de sonos trocados, pela diferença de 7 horas para Portugal), partimos diretamente a um dos locais mais icónicos de Kuala Lumpur: as Batu Caves. Ficam a mais de 10 Km do centro e chega-se lá facilmente de comboio, tendo uma estação própria na atração turística.

A imensidão da escadaria é algo que assusta, ainda por cima quando estão uns abafados e húmidos 31 graus. Mas, o calor não é de agora. Até porque se transpira a partir do momento em que se põe os pés na rua - não consigo perceber como é que conseguem secar a roupa que estendem nas varandas - e a humidade é mesmo muito grande.

Subir aquela enorme escadaria é já um feito histórico para muitos, sobretudo para os mais idosos. Há até quem bata palmas de felicidade quando chega ao topo. Dentro da enorme gruta Batu vivem pombas e macacos. São os habitantes deste templo hindu, com a estátua gigantesca e dourada de Lord Subramanian a receber-nos e a dar as boas-vindas a todos os visitantes.

Apesar de ser magnífico visitar a gruta central, onde estão diversos templos espalhados (e mais escadas para um último templo, onde estão mais macacos), o local parece-me estar a ficar um pouco descaracterizado, já que continuam a fazer a construção de mais templos em cimento.

Por isso, apesar de as Batu Caves serem muito conhecidas, parece-me que mais autênticas são as Dark Caves, que ficam mesmo ao lado. Nos anos 80, depois de terem sido um pouco vandalizadas por alguns visitantes, decidiram fechá-las de forma a protegerem o espólio natural. Atualmente, paga-se bilhete mas vale a visita, que tem acompanhamento de guia especializado e que nos conta a história e nos mostra os segredos destas grutas, especificando onde há uma fauna e flora específicas e únicas. E a formação de rocha tem milhões de anos, com vestígios do tempo em que as mesmas estariam debaixo de água do mar.

Depois desta visita, voltamos a Kuala Lumpur, para explorar a cidade que tem milhares de barraquinhas de comida de rua e restaurantes normais, assim como dezenas de modernos centros comerciais. Na verdade, ninguém vai à Malásia para andar num shopping mas acreditem que, quando é a altura de maior calor (calor brutal), sabe bem estar em sítios climatizados.

Quando o calor baixou um pouco, fomos descobrir um parque muito verde no meio desta cidade de prédios altos: o Bukit Nanas, onde pode fazer um percurso em pontes suspensas. A partir daqui, estamos às portas da Menara KL Tower, com vista panorâmica sobre toda a capital. Um local a não perder!

E se, a partir daqui, já com seguimos ver as torres gémeas Petronas, temos de ir lá perto para as vermos ao pormenor. Todos os dias há um espetáculo de luz e som no lago e as torres iluminadas à noite... é um momento imperdível também.

Kuala Lumpur é uma capital que consegue ter dois mundos: os seus bairros tradicionais, e barracas na rua, junto de grandes centros comerciais, lojas de marcas internacionais e néons que encandeiam as grandes avenidas. Apesar de ser maioritariamente um país muçulmano, encontra mesquitas e vários templos hindus e budistas a conviverem, muitas vezes, lado a lado. Tolerância e diversidade.

Selamat datang ke Malaysia
(Seja bem-vindo à Malásia!)


Brevemente mais dicas desta viagem no Viaje Comigo (www.viajecomigo.com). Entretanto, pode seguir o dia-a-dia da viagem de 2 semanas pela Malásia, no Facebook (www.facebook.com/viajecomigo) e no Instagram (www.instagram.com/viajecomigo).
Viagem organizada pela The Wanderlust (http://www.thewanderlust.pt).