"Madrid está a iniciar a ‘turistificacão’. A nossa preocupação é ver que está a acontecer demasiado depressa”, argumentou o responsável, em entrevista à agência EFE, embora note que a situação em Madrid não é tão alarmante como a de Barcelona.

O presidente advertiu para a proliferação de casas de uso turístico, que duplicou em menos de um ano: passou de 10 mil alojamentos com 37 mil casas em 2015 para 20 mil com 74 mil casas em 2016.

Dados recentes indicam que durante o festival World Pride, entre 23 de junho e 02 de julho, a capital totalizou 101 mil camas.

Comentando que uma parte importante dos participantes nesse evento tenham optado por alojamento não legalizado, o responsável criticou que exista uma concorrência desleal.

Na base da escolha poderá estar a possibilidade de realização de festas e para consumo de álcool, assim como dispor colocar mais pessoas no local, ao contrário do permitido em hotéis, acrescentou Gabriel Garcia, para quem o preço não é determinante, uma vez que houve alojamentos a custar 200 euros a noite no World Pride.

Recentemente, o governo regional anunciou estar a preparar regras para conter apartamentos turísticos, nomeadamente permitindo aos vizinhos vetar a criação desse alojamento local e limitando o número de dias de arrendamento.

Os hoteleiros querem um “modelo de turismo sustentável” e afirmam que há “interesse em fazer estabelecimentos de cinco estrelas”.