Parque da Cidade

É o parque de todos os portuenses, o mais popular e conhecido da cidade. E é também o maior parque urbano do país. Motivos (e sombras) não faltam para ir ao Parque da Cidade durante o verão. Os 83 hectares e os 10 quilómetros de caminhos, pautados por lagos e recantos verdes, conseguem transportar-nos para fora da cidade, mesmo estando dentro dela.

Jardim das Virtudes

Jardim das Virtudes
Jardim das Virtudes créditos: Peter/CC 2.0

O nome assenta-lhe como uma luva. Este parque, que também é chamado de jardim ou horto, é mesmo cheio de virtudes. A vista única sobre o Douro, o jardim em socalcos, as camélias, o chafariz e uma árvore muito especial: a maior Ginkgo Biloba de Portugal, com 200 anos. E há outra mais-valia: apesar de estar no centro da cidade – por trás do Palácio da Justiça – este é um jardim pouco conhecido e durante a semana está, muitas vezes, vazio. Nos sábados de verão, até 3 de setembro, pode desfrutar do parque ao som das Lazy Sessions, que trazem música ao vivo às Virtudes das 15h às 20h.

Parque de São Roque da Lameira

Parque de São Roque da Lameira
Parque de São Roque da Lameira créditos: Alice Barcellos

É um parque pouco frequentado e que já viu melhores dias mas, ainda assim, é um local que guarda muitos encantos. O Parque de São Roque, em Campanhã, tem quatro hectares e vários espaços onde é possível estender uma toalha e relaxar. O labirinto circular, as grandes árvores e o lago compõem o cenário deste recanto de sossego. Há também o palacete da antiga Quinta da Lameira que, embora fechado, merece ser apreciado.

Reserva Natural do Estuário do Douro

Reserva Natural do Estuário do Douro
Reserva Natural do Estuário do Douro créditos: Alice Barcellos

Muitos dizem que a melhor vista do Porto está em Gaia. E, de facto, existem locais que comprovam esta teoria. A Reserva Natural do Estuário do Douro é um destes locais. Bem junto à foz do Douro, mas do lado de Gaia, este espaço foi criado com o objetivo de proteger as aves e conservar a paisagem, que vai mudando de acordo com as marés e com a luz do dia. É o local ideal para assistir ao pôr-do-sol, com uma vista única de mar, rio e cidade. Se gosta de observar pássaros, a reserva também é um sítio propício para esta atividade.

Jardim das Camélias

Jardim das Camélias
Jardim das Camélias créditos: Alice Barcellos

Também no lado de Gaia, entre as ruas das caves de vinho do Porto, está um outro recanto verde para quem quer encontrar um banquinho de jardim só para si. O Parque da Quinta do Conde das Devesas também guarda nele um palacete do século XVIII que está fechado e não esconde os sinais da passagem do tempo. Mas é o jardim bem cuidado que merece uma visita. As 104 variedades de camélias plantadas num espaço não muito grande dão-lhe também o nome de Jardim das Camélias.

Cantinho das Aromáticas

Cantinho das Aromáticas
Cantinho das Aromáticas créditos: Alice Barcellos

Para terminar este roteiro de espaços verdes, porque não entrar numa quinta que produz plantas aromáticas de forma biológica? O Cantinho das Aromáticas, em Vila Nova de Gaia, é pioneiro em Portugal no que toca à produção de plantas aromáticas – são mais de 150 espécies. E o melhor de tudo é que qualquer pessoa pode entrar e conhecer o espaço de forma gratuita, sentindo-se mesmo no campo, ainda que totalmente dentro da cidade. Dependendo da altura do ano, pode ver um campo florido de equináceas ou descobrir as diferentes cores das perpétuas. Não deixe de passar pelo pombal do século XII, que tem uma particularidade histórica: foi a única construção que restou da antiga Quinta do Paço, local onde, diz-se, D. Pedro e Inês de Castro chegaram a viver.

Tem mais sugestões de locais deste género no Porto ou noutras cidades? Deixe-as no espaço de comentário.