LOCAIS PARA IR:

Broadway Market: Broadway Market é um mercadinho de rua aberto aos sábados, com roupas em segunda-mão, comida e artesanato. Está rodeado de restaurantes, cafés, livrarias e pubs e fica fora do roteiro turístico dos outros mercados mais conhecidos como Portobello, Spitalfields ou Brick Lane. Vale a pena pela comida e as lojas. E se tudo falhar o parque ao lado, London Fields, vale a pena a visita.

Kew Gardens: O Kew Gardens está localizado na periferia de Londres e normalmente requer o dia inteiro para visitar. Apesar de a viagem desde o centro ser longa, o parque botânico é insuperável e oferece muito mais que uma visita ao Hyde Park ou St. James Park. Recomendo comprar piquenique antes no The Original Maids of Honour, a 2 minutos a pé da entrada principal de Kew. Tem opção do chá da tarde tradicional inglês e o cheesecake é o melhor cheesecake para levar para o parque.

Kew Gardens
Kew Gardens créditos: Michael Button/Flickr

Café OTO: O Café OTO descreve-se a si mesmo como um café bar para "música nova criativa", e enquanto os géneros de música são incrivelmente variados, os bilhetes são sempre acessíveis. Excluindo fins-de-semana (ou eventos ocasionais) é possível comprar bilhete à porta sem ter de marcar com antecedência, e a selecção de performers é, sem falha, fenomenal. Indispensável para quem gostar de música diferente ou experimental.

LOCAIS PARA COMER:

Taro: Taro no centro de Londres é um restaurante japonês barato e simples. O interior não é muito atrativo mas a comida não falha, e é dos poucos sítios centrais onde é quase sempre possível arranjar mesa mesmo aos sábados à noite. Na rua ao lado e a manter o tema japonês, a casa de gelados Tsujiri está aberta até às 22h e servem gelado de matcha, batidos de feijão vermelho e o tradicional mochi.

Viet Grill: No Este de Londres e na zona mais movimentada de bares de Shoreditch, o Viet Grill está inserido no meio dos vários restaurantes vietnamitas de Kingsland Road mas é, sem dúvida, o melhor. A sopa pho é o prato mais tradicional e o recomendado a quem nunca experimentou comida vietnamita, mas para dias quentes os bun sa (vaca, camarão ou tofu) são das melhores escolhas.

Som Saa: O Som Saa está perfeitamente localizado a uns minutos a pé de Spitalfields e serve a melhor comida Thai em Londres. Fica mais caro do que as outras escolhas, e é indispensável chegar cedo para arranjar mesa (mesmo aos dias de semana). Em caso de espera, o bar oferece uma selecção incrível de cocktails e snacks. O robalo inteiro e o relish de caranguejo são os meus favoritos mas os especiais (que mudam todos os dias) valem sempre a pena o risco.

COISAS PARA FAZER:

Parkland Walk: O Parkland Walk é um caminho de quatro quilómetros num trilho de caminhos de ferro abandonado, que atravessa parte do Norte de Londres entre Finsbury e Alexandra Palace. Fora do roteiro turístico e não muito conhecido, é uma boa escolha para um dia fora do centro de Londres.

Parkland Walk
Parkland Walk créditos: Martin Hearn/Flickr

Regent’s Canal: Para quem visita Londres é comum passar por Camden, onde se vê parte do Regent’s Canal. Na realidade o canal atravessa o norte de Londres, começando em Paddington e acabando no rio Tamisa. Para além da vida selvagem urbana do canal (terrapins, raposas, etc), tanto em Little Venice, para Oeste, como em Angel e Haggerston, a Este, há vários locais onde vale a pena parar. Saltando fora do roteiro de pedestres em Angel, Camden’s Passage está cheia de bons sítios para comer e de pequenas bancadas de mercado com artesanato e artigos em segunda mão. Continuando pelo canal, o pub The Narrow Boat é um bom sítio para uma bebida, o café Towpath (aberto de abril a novembro) serve o melhor café com gelado, e logo de seguida, há meia dúzia de bares e restaurantes nas margens. Aos fins de semana é comum ver barcos que servem de cabeleireiro, restaurantes ou livrarias flutuantes.

Barbican: O Barbican é um tudo em um: um aglomerado de edifícios de arquitetura brutalista, tem galerias de exposições, café e restaurante, sala de espetáculos, jardim botânico e cinema. Recomendo as várias exposições, o jardim botânico que só está aberto ao público aos domingos, e o bar no primeiro andar com vista sobre os lagos. Alguns dos largos entre os vários edifícios são abertos ao público e vale a pena explorar os túneis e pontes.

UMA ATRAÇÃO MUITO TURÍSTICA QUE PODE SER TROCADA:

O Hyde Park é sobrevalorizado e sobrecarregado de turistas. Num dia de sol, Parkland Walk, Kew Gardens ou mesmo Victoria Park são um bom substituto.

DICA EXTRA:

O metro é giro para quem nunca visitou mas, a não ser que se esteja a atravessar a cidade, para a maior parte das viagens, andar de autocarro é mais rápido, mais barato, e a melhor maneira de ver a cidade.


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