1. Evite as compras nos Champs-Elysées: Uma das mais bonitas avenidas parisienses já não conserva o charme de outros tempos. O local é hoje um aglomerado de lojas de marcas internacionais e cadeias de restaurantes, frequentado por adolescentes e turistas desenfreados por compras.

Prefira: As lojas do bairro Marais, Avenue Montaigne ou a Rue du Faubourg St. Honor. Nas antigas galerias, como a Vivienne, além de lojas de designers franceses encontra alfarrabistas ou galerias de arte.

2. Não tente tornar-se um expert em gastronomia francesa: Paris é um destino de sonho para os apreciadores de boa comida mas lembre-se que uma refeição num restaurante de luxo pode custar-lhe tanto como o bilhete de avião ou a estadia na cidade.

Prefira: Bistrôs ou cafés. Os preços são mais acessíveis e vai sentir-se um local. A revista Condé Nast recomenda o "Le Comptoir du Relais" (experimente a terrina de foie gras), mas assegure a reserva com bastante antecedência. No Café Constant pode comer frango assado por uns 'razoáveis' 20 euros o prato.

3. Evite os museus mais turísticos: Sobretudo em época alta, visitar o Museu do Louvre ou d’Orsay pode custar-lhe horas nas filas de espera para no fim conseguir ver muito pouco, devido às multidões de máquina ou telefone em punho a fotografar tudo o que é quadro.

Prefira: Outras opções igualmente interessantes e menos frequentadas, como o Musée de L’Orangerie, Marmottan ou Rodin. Se não for apreciador de arte pode sempre visitar outras exposições ligadas à moda ou vinho, por exemplo.

4. Não caia em exageros no que toca ao 'outfit': Vestir calções confortáveis e sapatilhas é algo que um parisiense nunca fará. Por outro lado, não se deixe levar por exageros. Contenção nos brilhos, saltos altos e acessórios. Exatamente, está na capital da moda, não no Carnaval.

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Prefira: Descrição. Preto, poucos acessórios e uns bons sapatos, não necessariamente os mais altos.

5. Evite o táxi: O táxi é dos piores meios de transporte que pode utilizar, sobretudo em horas de maior tráfego. É caro e não vai conseguir evitar as filas.

Prefira: Perder-se pela cidade a pé ou utilize o Metro para distâncias maiores (encerra todos os dias às 01:00, às sextas e sábados encerra às 02:00).

6. Se é para a boémia, evite a margem esquerda do Sena: Sartre e De Beauvoir já não conservam o charme de outros tempos, sendo atualmente espaços para turista ver.

Prefira: Os arredores do Canal St. Martin, com cafés e boutiques trendy frequentados pelos locais.

7. Não perca tempo com a Torre Eiffel: Num dos monumentos mais visitados do mundo há fila para comprar bilhete, fila para subir e, não se esqueça... fila para descer.

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Prefira: Jantar com vista para Torre Eiffel. O restaurante "Les Ombres", no topo do Musée du Quai Branly oferece preços razoáveis, sobretudo ao almoço.

8. Não se deixe enganar pelo hotel mais barato: Normalmente, os sítios mais baratos ficam fora do centro da cidade, o que vai acabar por desiludi-lo(a).

Prefira: Alugar um apartamento perto de uma estação de Metro. No Airbnb ou VRBO encontra inúmeras opções mais próximas do centro (se for muito barato desconfie) onde poderá sempre poupar algum dinheiro nas refeições, ao mesmo tempo que desfruta do pulsar da cidade.

9. Não exagere nos croissants: Uma vez em Paris, não tente simplesmente esgotar o stock desta especialidade nas pâtisseries mais conhecidas.

Prefira: Uma tour pelos macarons da Ladurée (caramelo com flor de sal), Pierre Hermé (‘sample rose’) e da Gérard Mulot (gengibre e laranja).

10. Cuidado com os estereótipos: Apesar de dotados de algum snobismo ou altivez, não caia no erro de pensar que todos os parisienses são rudes ou antipáticos e que, portanto, terá de agir em conformidade.

Prefira: Mostrar os seus dotes linguísticos (por exemplo, um "bonjour, Madame/Monsieur"), sorria de modo cortês e evite falar alto em sítios públicos.