Como as quintas têm todas um número limitado de quartos, poderá encontrar outras opções, tal como o hotel Douro Scala, no site de pesquisa de hotéis vinícolas Wine Tourism in Portugal.

Quinta da Pacheca, na Régua


A Quinta da Pacheca é um exemplo de como uma antiga adega de vinhos se adaptou às exigências modernas do atual turista vinícola. As casas principais que se encontram no centro da propriedade foram transformadas, recentemente, num boutique hotel vinícola de luxo. A quinta mistura, elegantemente, os elementos modernos e contemporâneos de tal forma, que é facilmente perceptível que os seus donos nunca perderam o contacto com o seu património.

O restaurante é gerido pelo chef Carlos Pires, um senhor do interior de Trás-os-Montes (a minha zona preferida de Portugal), e por isso os sabores fortes e tradicionais portugueses ocupam o lugar central de um menu elegantemente apresentado.

Poderá experimentar aqui o melhor pequeno almoço do Douro. Vale a pena apreciar a vista da sala de refeições, enquanto molha o seu pão numa deliciosa sopa fria de ervilhas, acompanhado com presunto – é o alimento dos trabalhadores das vinhas, por isso, porque não experimentar?

Pequeno-almoço na Quinta da Pacheca
créditos: Nelson Carvalheiro

Adoro o pormenor das janelas dos quartos serem grandes e de se manterem intactas na sua forma. A decoração é sóbria com cenas vinícolas em tons pastel. Existe também um grande jardim e uma área de relaxamento a rodear a casa, e como esta é a quinta mais plana do Douro, pode dar um passeio pelas vinhas (na foto principal deste artigo) sem ter que levar botas, o que é recomendado para todas as outras.

Quinta de La Rosa, no Pinhão


O que mais gosto da Quinta de La Rosa é que todos os quartos e suites dão para o rio. O rio é não só naturalmente bonito, mas torna-se ainda mais espetacular quando o sol se põe atrás de si, iluminando com uma cor dourada a paisagem que vê desde o seu quarto. Apesar desta propriedade não ser das maiores do Douro, é bastante espaçosa. Alguns quartos estão tão perto do rio que quase poderia pescar a partir da varanda.

Quinta de La Rosa
créditos: Nelson Carvalheiro

A Quinta Amarela é uma das villas privadas da propriedade, e que se localiza a uns metros de distância a pé da casa principal. Se tiver a sorte de conseguir encontrar uma vaga nesta quinta, sugiro fortemente que faça a reserva de imediato, pois é o mais perto que poderá alguma vez estar de ter uma visita numa propriedade privada durante alguns dias. Existe também outra opção para alugar uma vila privada, que é a Casa das Lamelas, mas esta situa-se no topo de uma das montanhas da Quinta de La Rosa, por isso a vista não é tão espetacular como a que se vê da Quinta Amarela. A melhor parte da Quinta Amarela é a sua piscina privada, situada no pátio interior com uma churrasqueira no terraço ao lado.

Fiquei na suite Donna Sarah, que herdou o nome de uma das netas da família Bergqvist. De facto, todos os nomes dos quartos têm ligação a um membro da família. É uma espécie de tradição familiar, como aquela em que gravam os nomes e as datas de nascimento nalgumas edições especiais de Vinho do Porto.

Um dos espaços da Quinta Amarela
créditos: Nelson Carvalheiro

A minha suite estava decorada de forma muito britânica, em azul e branco, o que me relembrou da influência inglesa nesta região. Os dois andares permitem a uma família de quatro pessoas dormirem confortavelmente e com privacidade. O pequeno terraço em frente à porta é a melhor opção para umas conversas pela noite dentro ou para alguma privacidade ao pequeno almoço.

Vintage Douro House, no Pinhão


O Vintage Douro House é de longe o que se aproxima mais de um hotel de serviço cinco estrelas no Douro superior. Este hotel veio trazer ao Douro alguma classe e estilo, oferecendo aos turistas uma estadia de maior qualidade do que as quintas rústicas. Fiquei na suite 120, uma master suite no canto do edifício com uma vista espetacular sobre os jardins, a piscina, o rio e a montanha. E mais, a pequena varanda é suficientemente grande para duas pessoas e uma garrafa de vinho, o que torna esta escolha perfeita para um fim de semana romântico no Vale do Douro.

Vintage House Douro
créditos: Nelson Carvalheiro

A decoração baseia-se em alusões vinícolas e é feita de forma a assemelhar-se ao máximo a uma casa vinícola do século XIX. Na minha opinião, um dos diferenciais deste hotel são as pessoas que lá trabalham e que conhecem a região e os seus proprietários pessoalmente, recomendando o Douro como verdadeiras locais.

O restaurante Al fresco e os jardins são os pontos fortes do hotel e onde jantei após um passeio de iate privado. Como o hotel é mesmo em cima do rio, só tive de andar alguns metros do cais até a minha mesa no jardim.

Em resumo, o Douro Vintage House é o mais perto do que o Douro pode chegar de um villa hotel italiano, mas sem os empregados snobs e com uma melhor vista.